Maria Fernanda Cândido lança filme em Salvador e conversa com o Cabine Cultural
Entrevistas

Maria Fernanda Cândido conversa com o Cabine Cultural

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Maria Fernanda Cândido em Salvador - Divulgação

Maria Fernanda Cândido em Salvador – Divulgação

“Venho muito a Bahia desde adolescente, então eu sou completamente apaixonada por todo o litoral baiano, como Morro de São Paulo, Caraíva, Trancoso, todo aquele lado do sul do Estado”

A atriz Maria Fernanda Cândido, 41, veio a Salvador na última terça-feira, 01/03, para a pré-estreia do filme “Meu Amigo Hindudo diretor argentino Hector Babenco (indicado ao Oscar por “O Beijo da Mulher Aranha”). O evento ocorreu no cinema UCI Orient do Shopping Barra.

O longa que estreia em todo o Brasil no dia 03/03 (quinta-feira) e conta com grande elenco – Willem Dafoe, Selton Melo, Reinaldo Gianechini, Bárbara Paz, Dan Stulbach, Maitê Proença e, claro, a própria Maria Fernanda Cândido – conta a história de Diego (Willem Dafoe), um cineasta diagnosticado com câncer terminal, cuja única chance de sobrevivência é se submeter a um transplante de medula óssea experimental, que apenas é realizado nos Estados Unidos. Assim, ele parte para Washington, mas antes decide se casar e se despedir dos amigos. Já no hospital, ele conhece um menino hindu de apenas oito anos, que também está internado. Logo Diego passa a vivenciar com ele aventuras fantasiosas, inspiradas no cinema, que ajudam a suportar a dura realidade que os cerca. A história é baseada em fatos reais ocorridos na vida do próprio diretor Hector Babenco.

Na ocasião, o Cabine Cultural, através do nosso repórter Pedro Del Mar, conversou com a atriz paranaense. Confira na íntegra:

– Cabine Cultural: Conta para o(a)s nosso(a)s leitore(a)s como foi pra ti gravar um filme do Hector Babenco e contracenar com um elenco tão qualificado?

Maria Fernanda Cândido - Foto de Paula Andrade (2)

Maria Fernanda Cândido – Foto de Paula Andrade

– Maria Fernanda Cândido: Olha, na minha experiência profissional foi um evento ímpar. O Hector é um diretor que eu já admiro a sua filmografia há muito tempo e é um cara bastante intenso no set de filmagem, e isso faz com que nós, toda a equipe, tenhamos que nos entregar ao trabalho de uma forma muito forte e comprometida.

Sobre o elenco, foi um prazer enorme dividir espaço no filme com todos eles. Mas com o Willem Dafoe foi ainda mais especial, porque foi com ele que eu contracenei a maior parte do tempo. Bom, o óbvio sobre ele a gente já sabe, é um ator com uma vasta experiência no cinema internacional que já trabalhou com os diretores mais conceituados do mundo e foi fantástico poder dividir o set com ele. Mas, para além disso, para além do óbvio, teve uma coisa interessante. Trabalhar com o Willem me possibilitou recordar o porquê eu escolhi ser atriz. Ele é um cara que se mostra comprometido com toda a obra, com toda a cena, e isso é a essência do trabalho de um ator. É claro que o ego existe, todos nós temos, faz parte da vida de todo mundo, não só dos atores. Mas o ator em especial ele precisa ter consciência de que ele está ali para contar uma história, porque essa é a nossa verdadeira função.

– Cabine Cultural: O filme trata sobre temas profundos, não são temas sutis e nem banais. Fala da morte, das decisões de um homem já na beira desta passagem, fala da amizade. Como você espera que o público reaja a essa profundidade da obra?

Maria Fernanda Cândido: Olha Pedro, eu vou dizer pra você não como eu espero, mas o que eu tenho visto neste tempo que estou divulgando o filme pelo Brasil. As pessoas estão se identificando muito com a história, ou porque viveram algo parecido ou porque conhecem alguém que passou por isso. Então o filme tem um alcance muito grande, as pessoas saem do filme muito tocadas e isso é fantástico. Esse filme tem um rebuscamento estético bastante importante, é um cinema com C maiúsculo, e isso poderia passar uma ideia de que ele, talvez, atingisse apenas um público restrito, mas não é o que acontece, ele consegue atingir um público maior justamente por conseguir tocar as pessoas.

– Cabine Cultural: Não é tua primeira vez em Salvador, correto? Como é tua relação com a cidade?

Maria Fernanda Cândido - Foto de Paula Andrade

Maria Fernanda Cândido – Foto de Paula Andrade

Maria Fernanda Cândido: Não, longe disso. Aliás, vou mais além, minha relação já é profunda não só com Salvador, mas com a Bahia. Venho muito a Bahia desde adolescente, então eu sou completamente apaixonada por todo o litoral baiano, como Morro de São Paulo, Caraíva, Trancoso, todo aquele lado do sul do Estado. Gosto muito também de Praia do Forte, atualmente é o local onde mais frequento, agora que tenho meus filhos e meu marido, por ser um lugar bastante tranquilo, então é um local que nossa família elege em quase todas as férias. Nossa, a Bahia é uma paixão, é um local que você sente uma energia diferente logo que desce do avião. Você é baiano? – Pedro Del Mar: sou! – Então você mais do que eu sabe do que estou falando, do quanto esse lugar é especial.

Cabine Cultural: Na semana passada eu entrevistei o Caio Castro e vou dizer pra ti o mesmo que eu disse pra ele: você já é veterana quando o assunto é Bahia.

Maria Fernanda Cândido: Verdade, o Caio vive aqui. Pois é, e quando eu cito todos esses lugares, praias e cidades, não foi só uma passadinha que dei não, eu realmente conheço esses locais, os vivenciei. Já são mais de 20 anos vindo à Bahia.

– Cabine Cultural: Para encerrarmos, conta pra gente sobre teus projetos futuros. Cinema, televisão, teatro. O que vem pela frente?

Maria Fernanda Cândido: Então, está vindo mais um filme ai, chamado “Bio”, do diretor gaúcho Carlos Gerbase. No meio do ano também devo estar estreando uma peça teatral e na televisão estarei fazendo na Globo a minissérie “Dois Irmãos” com a direção do Luís Fernando Carvalho baseada na obra do Milton Hatoum onde faço uma personagem chamada “Estelita” que é muito interessante.


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