Crítica Presságios de um Crime: filme com muitos erros e um acerto
Cinema

Crítica Presságios de um Crime: filme com muitos erros e um acerto

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Presságios de um Crime

Presságios de um Crime

“Na trama, um médico com um passado traumático (Hopkins) é requisitado por amigo policial (Morgan) na investigação de uma série de assassinatos”

Por João Paulo Barreto

Quando, em 2012, 2 Coelhos chegou às telas, fomos surpreendidos com um frescor narrativo que, apesar de não ser novidade no cinema, era muito novo no que até aquele momento era feito no Brasil. Com uma montagem rápida e dinâmica somada a uma história simples, mas que contada dentro de diversos flashbacks e com uma roupagem pop e frenética, junto a uma excelente trilha sonora, o roteiro de Afonso Poyart casava perfeitamente com o modo que ele escolheu dirigi-lo. Claro, havia Cidade de Deus, mas a roupagem pop de 2 Coelhos era, sim, única por aqui.

Era um tanto óbvio que o mercado estadunidense observasse com atenção o diretor e o convidasse para filmar em terras ianques. No entanto, a expectativa de rever o talentoso brasileiro se destacar novamente não se cumpriu.

Debruçando-se sobre uma história de linhas paranormais e contando com as presenças de atores de peso como Anthony Hopkins e Colin Farrell, Poyart trouxe em Solace (que no Brasil recebeu o óbvio título de Presságios de um Crime), uma trama que, diante da proposta do peso dramático de sua narrativa e da possibilidade de explorar atuações como a da dupla citada, não carecia de um diretor cuja vontade de imprimir uma marca em cada take fosse levada como meta.

Na trama, um médico com um passado traumático (Hopkins) é requisitado por amigo policial (Morgan) na investigação de uma série de assassinatos.


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