Crítica Ressurreição: filme agrada em cheio o seu público alvo. Isso é bom?
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Crítica Ressurreição: filme agrada em cheio o seu público alvo. Isso é bom?

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Ressurreição

Ressurreição

Com o apelo dramático do discurso religioso, preferiu permanecer em sua zona de conforto, sabendo agradar em cheio seu público alvo e perdendo uma excelente oportunidade de trazer uma discussão bem mais interessante

Por João Paulo Barreto

Tempo de Páscoa. No ano em que os tentáculos de certa indústria religiosa alcançou as telas dos cinemas nacionais, levando (ou pelo menos anunciando ter levado) milhares de fiéis, digo, espectadores às salas, uma sessão de um filme chamado Ressurreição que aborda a história do símbolo católico Jesus Cristo te deixa com um pé atrás.

Mas aí você lê que a direção é do Kevin Reynolds, o cara que nos trouxe coisas bem válidas como Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões, O Conde de Monte Cristo e (vá lá) Water World – O Segredo das Águas. Além disso, tem o Joseph Fiennes, que, apesar de não ser o ator mais representativo a levar o sobrenome, pelo menos se esforça em projetos interessantes. Vendo isso, sua fé (sem trocadilhos) até se renova para começar a sessão. Ledo engano.

Mesmo com todos os sinais, Ressurreição não chega a ser um desastre. Em seus aspectos técnicos, é até bem sucedido com bons cenários, desenho de produção crível do período e boas atuações. Sua premissa também levanta certo interesse por, ao menos inicialmente, se manter dentro de uma análise pragmática da famosa ideia de um homem que volta à vida após três dias em uma tumba…


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