Crítica Velho Chico: falar que a novela será primorosa é chover no molhado
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Velho Chico: falar que a novela será primorosa é chover no molhado

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Afrânio (Rodrigo Santoro) chega ao sítio de Aracaçu

Afrânio (Rodrigo Santoro) chega ao sítio de Aracaçu

Para quem gosta de produções bem-feitas, cuidadas e atores muito bem entrosados com a estória, vale à pena ficar de olho

Por Feminino e Além

Me prometi que não veria Velho Chico só por causa da homofobia constrangedora e RIDÍCULA do autor, Benedito Ruy Barbosa. Episódio nojento e infeliz dele ao afirmar que em suas novelas não existem personagens gays porque “ele não gosta de bichas”. Não vou me estender nisso porque seria total perda de tempo. A questão que veio à minha cabeça foi: por que deixar de ver uma obra que não é só do autor? É de todos os envolvidos. O que chega aos nossos olhos são os atores e a primorosa direção de Luiz Fernando Carvalho.

Aliás, falar que a novela será primorosa é chover no molhado. O cara é um dos grandes em telenovelas e séries brasileiras. Que olhar FANTÁSTICO de Carvalho sobre absolutamente tudo no primeiro (e memorável) capítulo da novela. Da cena inicial com a Oração de São Francisco de fundo, até a fantasia criada em cima dos pés de algodão. Um primor! Dá gosto de ver e saber que é nosso esse talento. Até a passagem de cenas no vai e vem _ uma situação para outra, deu uma agilidade que talvez uma novela rodada na época poderia não apresentar. Aquela agilidade de séries americanas que não deixam a peteca cair, nem o espectador levantar do sofá antes do comercial. Muito bacana…


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