Crítica MasterChef Brasil terceira temporada: um início promissor, mas com falhas
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Crítica MasterChef Brasil terceira temporada: um início promissor, mas com falhas

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Masterchef Brasil 3

Masterchef Brasil 3

Segundo episódio vai ao ar na noite desta terça-feira, dia 22 de março e promete dar continuidade ao processo de seleção dos participantes

Eles estão de volta. Os chefs Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella, além da apresentadora Ana Paula Padrão retornaram na última terça-feira para mais uma temporada do MasterChef Brasil, principal reality show da Bandeirantes.

O retorno movimentou, com já se imaginava, as redes sociais, sobretudo o Twitter, mas não deu tanta audiência para a emissora, o que também já era esperado, principalmente pela concorrência no horário.

E logo de cara descobrimos porque a versão infantil do programa não vingou: um programa como este é tem a necessidade de mostrar situações limites e como os participantes reagem a tais situações. Se o candidato colocou pouco sal na versão infantil, o chef só pode observar e educadamente sugerir mais tempero da próxima vez. Na versão adulta não, eles podem externar a indignação de ver um prato ser destruído pela falta de sal, ou de algum outro elemento chave esquecido ou usado em excesso.

A dinâmica do programa continua interessante e este início, mostrando os candidatos sendo selecionados é interessante (lembra o The Voice), porém têm as sua falhas; a começar pelo prolongamento de algumas cenas. Desnecessário, e até constrangedor, por exemplo, mostrar uma candidata, num ataque de bajulação, cantar uma música especial para os chefs. Ou até mesmo mostrar demasiadamente uma cena de uma das candidatas presenteando Paola com um leque.

Por mais que a cena tenha sido emocionante para Paola, ela não acrescentou em nada ao programa, tomou tempo, e poderia ter sido reduzida em ao menos 50% do tempo usado.

MasterChef Brasil 3

MasterChef Brasil 3

Foi muito mais interessante quando usaram este tempo para já caracterizarem os futuros personagens do reality. Sim, eles serão personagens. Um dos candidatos, que beira o arrogante, só foi selecionado após confrontar os jurados, pedindo (ou melhor, exigindo) uma chance. Ao final ele foi aceito, até porque todos ali detectaram que, além de algum potencial gastronômico, ele será um bom personagem para o programa, nem que seja para ser xingado nos próximos episódios.

O MasterChef Brasil retornou também contando histórias emocionantes e este equilibrio poderá ser um fator que novamente contará a favor do programa. O espectador já tem candidatos para torcer, para amar, para odiar. Nesse sentido, a principal fase do reality é este aqui, a fase da seleção. Será a partir de uma boa seleção de candidatos que a terceira temporada do MasterChef será ou não uma experiência bem sucedida.

Melhor que o Big Brother Brasil já é. Melhor que a Fazenda já é.

O MasterChef Brasil, formato da Endemol Shine Group, é uma co-produção da Band com o Discovery Home & Health. O programa vai ao ar todas as terças-feiras, às 22h30, na tela da Band (com transmissão simultânea no aplicativo da emissora para smartphones) e com reapresentação às sextas-feiras, às 19h30, no Discovery Home & Health.


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