Crítica Rua Cloverfield, 10: um eficiente e curioso modo de se criar uma franquia | Cabine Cultural
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Crítica Rua Cloverfield, 10: um eficiente e curioso modo de se criar uma franquia

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Rua Cloverfield, 10

Rua Cloverfield, 10

“Com a criação de uma heroína e sobrevivente no desenlace surpreendente de seu arco final, esse segundo capítulo se encerra de modo recompensador”

Por João Paulo Barreto

Rua Cloverfield, 10 tem em seu inicio uma sutil homenagem ao score dos créditos de abertura de O Iluminado, do Kubrick. Com a sequência da garota arrumando as malas e pegando a estrada (em um take oportunamente captado em plongée, salientando ainda mais a referência), a trilha aqui composta por Bear McCreary emula de forma inteligente a tensão da trilha clássica de Wendy Carlos e Rachel Elkind. Ao percebemos qual será o destino claustrofóbico da protagonista, bem semelhante ao de Wendy e Danny na obra prima, um sorriso de canto não tardou a aparecer.

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Aqui está um eficiente e curioso modo de se criar uma franquia. Sem trabalhar inicialmente nenhuma das referências ao catastrófico Cloverfield, filme de 2008, o novo longa capta a atenção do espectador justamente por utilizar a premissa de seu original apenas como um pano de fundo, sem uma relação direta à trama local que aqui nos é apresentada. Há dramas mais urgentes a serem resolvidos e o fato do mundo estar sendo destruído por um monstro em Nova York não vai afetar, pelo menos inicialmente, o trio de protagonistas vivendo em um bunker abaixo do número dez da Rua Cloverfield.

De fato, de modo inicial, seriam duas obras totalmente independentes se não fosse pelo seu título utilizar um elemento tão trivial quanto o nome de um logradouro para referenciar o ótimo trabalho anterior. Com um tratamento voltado para o drama psicológico, quando Michelle (Winstead) se encontra presa, junto a Howard (Goodman) e Emmett (Gallagher)… Confira a crítica completa



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