Crítica Coldplay no Rio: Uma narrativa sobre sonhos, magia e música! | Cabine Cultural
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Coldplay no Rio: Uma narrativa sobre sonhos, magia e música!

Coldplay no Rio

Coldplay no Rio

“O show contou com um público recorde: 66 mil pessoas! Foi o maior público da turnê A Head Full Of a Dreams, que já passou por Buenos Aires, Santiago, Lima e São Paulo”

Por Pedro Del Mar

Era por volta das 17 hrs, ainda faltando 4 horas para o início do espetáculo, quando encontramos um amigo em um barzinho na orla de Copacabana. Lá, eu, ele, minha companheira e um outro amigo, bebíamos alguns chopps e conversávamos sobre o grande momento que estava por vir. Tentávamos adivinhar o repertório, como funcionaria as famosas pulseiras que mudam de cor de acordo com a música, qual perfil formaria o público, como estaria o trânsito na ida e volta e etc. Conjecturamos várias possibilidades, mas não chegamos – e era impossível chegar – nem perto de descobrir como seria o grandioso e mágico momento que nos esperava há alguns quilômetros dali.

Conta paga, uber solicitado, alguns minutos de engarrafamento no trajeto, chegamos ao Maracanã. Pra mim, fanático por futebol e torcedor de um clube carioca, estar lá, por si só, já era um privilégio. Entramos. Lá, a cantora paulista Tiê encerrava com a canção “a noite” o primeiro show da noite. Logo depois, subiu ao palco uma agradabilíssima surpresa: a cantora londrina Lianne La Havas. Com canções que transitam entre o folk e o soul, La Havas prendeu minha atenção do início ao fim com uma voz arrebatadora e instrumentais muito bem executados. Não a conhecia, mas desde então ela não sai da minha playlist.

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O tempo foi passando, o estádio enchendo, a expectativa e a ansiedade já não cabiam em mim, tudo era novo, tudo era incerto, tudo era escuro. 21 hrs, o grande momento chegou. Gritos, aplausos, luzes e tremedeira. Em um momento de distração, olho para o chão, alguns poucos segundos, mas foram suficientes para uma “explosão” de luz e som advindas do palco emergirem em minha frente, era, finalmente, Chris Martin e a Coldplay. Parte significativa de mim não conseguia acreditar no que eu via, ouvia e sentia. A banda que mais marcou minha vida estava ali há alguns metros de mim, tão perto, tão intensa. Neste momento, foi como se tudo ao meu redor se desligasse. Não ouvia o som das pessoas, não as via, não sentia as arquibancadas tremerem, não sentia o suor escorrer. Ali, por alguns minutos, era só eu, o palco, as luzes e a música. Uma espécie de transe, um mix de sentimentos que eu nunca havia experimentado.

Coldplay no Rio - Foto Pedor Del Mar

Coldplay no Rio – Foto Instagram Coldplay

Quando “voltei” para o mundo ao meu redor, percebi que o sentimento de êxtase e incredulidade não era só meu. As pessoas, especialmente os jovens entre 25 e 30 anos, pareciam duvidar da concretude e realidade daquele momento. Logo as famosas pulseiras mostraram a que vieram e atingiram seu ápice na execução da música “Paradise”. Um show de luzes vermelhas, rosas, verdes e azuis que formaram um espetáculo visual como eu nunca havia visto, nem pela TV.

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E assim seguiu um dos mais mágicos momentos da minha vida. Entre canções antigas como “Yellow” e “The Scientist” e novas como “A Head Full Of Dreams” e “Adventure of a Lifetime”, o grupo britânico fez 2 horas – mais do que a 1 hora e meia prometidas – de um espetáculo memorável que teve até pedidos de casamento de fãs em cima do palco e com a benção de Chris Martin. Vale destacar, ainda, que a banda tocou a música “Heroes” do lendário David Bowie que faleceu recentemente.

O show contou com um público recorde: 66 mil pessoas! Foi o maior público da turnê “A Head Full Of a Dreams”, que já passou por Buenos Aires, Santiago, Lima e São Paulo. E para aqueles que, assim como eu, ficaram apreensivos com os boatos sobre o fim da banda ainda este ano, Chris Martin, ao fim do show, nos deu uma esperança ao falar: “voltaremos em breve, Brasil”.

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Que assim seja e muito obrigado, Coldplay!

Pedro Del MarPedro Carvalho (Del Mar) é graduando em Direito e em Ciências Sociais. Desde a adolescência participou ativamente de movimentos estudantis e sociais na Bahia e em Minas Gerais. À margem destas atividades, mas não menos importante, cultiva o hábito da escrita, sempre atento ao que acontece na política, sociedade, comportamento, educação, cultura e entretenimento no Brasil e no mundo.

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