Crítica Decisão de Risco: com um poderoso final, filme mostra efeito colateral da guerra contra o terrorismo
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Crítica Decisão de Risco: com um poderoso final, filme mostra efeito colateral da guerra contra o terrorismo

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Decisão de Risco

Decisão de Risco

“O filme consegue inserir em seus personagens uma compreensão exata de suas ações. Não há intenções de se desenhar um cenário maniqueísta”

 Por João Paulo Barreto

Decisão de Risco tem em seu inicio a simbólica cena com a pequena Alia, uma criança do Quênia, a brincar com um bambolê que seu pai acaba de construir. É uma imagem forte que causa reflexão justamente por observarmos o fato de que a garotinha só pode fazê-lo escondida entre os muros de sua casa, no país africano. Em Londres, o general Benson (Rickman) escolhe um brinquedo para sua filha enquanto segue para o local de trabalho, onde, naquele dia, definirá o destino de algumas pessoas.

O longa dirigido por Gavin Hood (da decepção Wolverine: Origens) começa de forma promissora ao levar ao espectador uma rima narrativa bastante eficiente na comparação entre dois mundos tão distintos, mas que, de modo trágico, se unirão em poucas horas.

Fora dos muros da casa de Alia, fanáticos religiosos e milicianos impõem o que julgam ser verdade através do terror. Na residência vizinha, exemplos dessas pessoas arquitetam mais uma ação sanguinária e suicida.


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