Crítica Mais Forte que Bombas: brilhante análise sobre o processo de luto
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Crítica Mais Forte que Bombas: brilhante análise sobre o processo de luto

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Mais Forte que Bombas

Mais Forte que Bombas

“O longa tem no uso das imagens captadas por Isabelle em suas passagens por conflitos bélicos, uma comparação da fragilidade da vida em aspectos e realidades diferentes”

Por João Paulo Barreto

Mais Forte que Bombas tem um inicio precioso, trazendo na imagem frágil de um recém-nascido a segurar com sua pequenina mão a gigantesca ponta do dedo de seu pai. Essa fragilidade física daquele novo ser humano a habitar o mundo encontra paralelo justamente na fragilidade emocional de seu progenitor, Jonah (Eisenberg), alguém cujo sucesso intelectual e acadêmico vai de encontro à insegurança que parece dominar sua atual fase.

Na vida do rapaz, uma família em pedaços por conta da morte precoce de sua mãe, Isabelle, uma conceituada fotógrafa em um brutal acidente de carro. A perda desestabiliza de modo mais evidente não ele, mas seu irmão adolescente, Conrad, e seu pai, o professor secundarista Gene (Byrne), que tenta se aproximar do caçula, cada vez mais distante em seu próprio mundo, mesmo passados alguns anos desde a tragédia.

Mais Forte que Bombas é uma brilhante análise acerca do processo de luto e como essa convalescência afeta de modo diferente cada individuo. Em seu filme, o diretor e co-roteirista Joachim Trier traz para o espectador uma análise não somente de algo trágico e que muitos podem não ter presenciado em suas vidas, mas, sim, um modo de nos fazer refletir sobre o envelhecer, sobre as fases de nossas trajetórias que parecemos não conseguir enfrentar, mas que, ainda assim, teremos.


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