Espetáculo Rudá, Um Sonho Real viaja pelo universo infantil através de acrobacias e muita arte | Cabine Cultural
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Espetáculo Rudá, Um Sonho Real, viaja pelo universo infantil através de acrobacias e muita arte

Espetáculo Rudá, Um Sonho Real - Crédito: Thays Coelho / Cabine Cultural

Espetáculo Rudá, Um Sonho Real – Crédito: Thays Coelho / Cabine Cultural

O espetáculo passeia pelas brincadeiras de criança, como a amarelinha, esconde-esconde, pião e pipa

Por Cristiana de Oliveira e Thays Coelho

Nessa última quinta-feira, dia 16 de junho, no teatro Sesc Casa do Comércio, aconteceu a primeira apresentação do Espetáculo Rudá, Um Sonho Real, em Salvador, uma realização da Cia Rudá com patrocínio da Caixa Seguradora e criação do talentoso Gustavo Lobo, que já trabalhou, por exemplo, no Cirque du Soleil (Canadá)

Rudá
Em Rudá, o todo não é a simples soma das partes. Teatro, malabarismo, acrobacias, cama elástica e brincadeiras são palavras que, separadas, não definiriam a beleza do Espetáculo, mas juntas exprimem quase que perfeitamente o regresso à infância, o encanto do brincar e a magia da amizade mais pura.

Os nove integrantes (Erick Santos, Christa Nicole Wilson, Eder Cunha, Gustavo Lobo, Jessica Gardolin, Marcos Porto, Margaretha Nuijten, Willian Kreff  e Zeca Padilha) interagiram com o público, fizeram brotar risos e palmas durante toda a apresentação. Força, precisão, confiança, garbo e leveza marcaram as sequências acrobáticas enquanto outras cenas resgatavam a inocência pueril e incitavam a participação espontânea (sempre!) das crianças que estavam presentes na plateia.

Espetáculo Rudá, Um Sonho Real - Crédito: Thays Coelho / Cabine Cultural

Espetáculo Rudá, Um Sonho Real – Crédito: Thays Coelho / Cabine Cultural

Mais que um resgate à infância, o espetáculo Rudá também traz a mensagem sobre a necessidade de incentivar as crianças de hoje para os jogos coletivos, para os jogos de rua, longe dos tablets e celulares, como forma de promover, não só uma infância mais saudável, mas, sobretudo, como forma de possibilitar amizades mais duradouras. Desde o cenário (simulando fachadas de casas, como se tudo acontecesse fora dela, na rua), até a utilização de objetos e brinquedos (como a bicicleta, o balancinho, os aviõezinhos de papel)  …tudo fazia lembrar que fora do computador há muita vida e diversão.

O espetáculo segue assim como um passeio pelas brincadeiras muito comuns em épocas passadas (mas nem tão passadas assim), como a amarelinha, esconde-esconde, pião e pipa, e navega por uma época em que as crianças brincavam na rua até o anoitecer, sem pressa alguma de voltar para casa, sem compromisso com os afazeres de uma vida adulta.

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Para Rudá, Um Sonho Real, a infância era (e continua sendo na sua abordagem) sinônimo de brincadeira.

E essa lembrança lúdica de um passado que cada vez nos é mais distante provavelmente seja o maior legado que o diretor Gustavo Lobo deixará com o seu espetáculo.

Um verdadeiro presente para os amantes da fantasia e da arte.

Cristiana de Oliveira é crítica cultural e editora/administradora do site

Thays Coelho é psicóloga, crítica cultural e Gestalt-terapeuta

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