Crítica Janis – Little Girl Blue: filme mostra o quão gigante era a chamada rainha do blues americano | Cabine Cultural
Cinema Críticas Notícias

Crítica Janis – Little Girl Blue: filme mostra o quão gigante era a chamada rainha do blues americano

Janis Little Girl Blue

Janis Little Girl Blue

“O filme exibe uma face ingênua, repleta de dúvida, algo que denota justamente o fato de que, apesar da impactante voz e comportamento à frente do seu tempo, Janis era apenas uma menina com vinte e poucos anos”

Por João Paulo Barreto

Mais do que uma colagem de vídeos de época, com imagens icônicas e trechos das marcantes performances de Janis Joplin, Janis – Little Girl Blue desenha um mapa através da fragilidade emocional, inseguranças e genialidade absurda da jovem cantora texana morta em outubro de 1970.

O filme da experiente documentarista Amy Berg opta por uma desconstrução do mito para, assim, demonstrar ao espectador o quão gigante era a chamada rainha do blues americano. Seguindo uma convencional, mas mão menos eficiente, estrutura cronológica, o longa opta por apresentar a infância e adolescência da artista, na pequena cidade de Port Arthur, Texas. Já neste ponto, o documentário acerta por abordar o impacto psicológico que o bullyng teve na vida da jovem.

Leia também:  Crítica: “O Mínimo Para Viver” acerta ao tocar no tema da anorexia

Se desde criança ela demonstrava uma rebeldia natural ao ser expulsa de corais de igreja e aulas de canto por não querer se adequar ao modelo de boas maneiras imposto, toda essa inicial segurança e atitude desmoronam em situações traumáticas por conta de sua disfarçada necessidade de inclusão em um perfil social que, na raiz, ela nunca precisou. Cresce nesse modelo, mas, pouco a pouco, se vê influenciada pela cultura beatnik e pelo blues, percebendo, assim, que Port Arthur é muito pequena para … continue a leitura




Deixe uma resposta