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Unidade Básica: Universal estreia primeira série médica brasileira

Unidade Básica - Divulgação

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Unidade Básica foi inspirado no formato americano, com casos distintos a cada episódio

Por Karina Balan Julio

Não é nenhuma novidade que seriados sobre temas médicos são sucesso de público no mundo inteiro, como demonstram os já consagrados Dr. House e Grey’s Anatomy. Na dramaturgia brasileira, no entanto, o assunto ainda não tinha sido abordado com fôlego, e foi pensando nesta brecha que o Canal Universal e a Gullane Filmes criaram Unidade Básica, primeiro seriado de ficção do canal 100% brasileiro. A série de oito episódios estreia neste domingo no canal, às 22h, e contará com 8 episódios.

Estrelado por Caco Ciocler e Ana Petta, Unidade Básica explora o dia a dia de uma equipe de uma Unidade Básica de Saúde em São Paulo. Ciocler interpreta Dr. Paulo, médico experiente e idealista, enquanto Ana Petta faz o papel de Laura, doutora recém-formada que cai de paraquedas no atendimento público de saúde. “Ela se depara com um mundo que não conhecia, e isso vai mexer com a cabeça dela e vai colocar tudo em xeque”, disse Ana em coletiva de imprensa.

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O restante da equipe da unidade é composto pela estagiária Samara (Bianca Müller); o agente comunitário Malaquias (Vinícius de Oliveira); a gerente Beth (Carlota Joaquina) e o cirurgião Flávio (Ivo Müller).

Cada episódio abordará casos de diferentes pacientes, seguindo a fórmula de sucesso americana sem deixar de lado as particularidades da realidade brasileira. Ao decorrer dos episódios, vão surgindo também pistas sobre a história de cada um dos personagens. “Existe um arco dramático pessoal muito intenso, e a série solta aos poucos pequenas dicas que se fecham ao final da primeira temporada. Você conhece os personagens a partir do local de trabalho e aos poucos vai percebendo o que acontece na vida deles”, afirma Caco.

Unidade Básica - Divulgação

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Bem-humorado, é impossível não notar algumas pitadas de House em Dr. Paulo. Quando questionado sobre a construção da personagem, Caco não negou que o médico foi uma de suas referências. “Quando eu vi Dr. House fiquei apaixonado por ele, e tinha essa dúvida de como juntar no mesmo personagem humanidade e preocupação com esse tempero e irreverência que ele tem”, disse.

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Unidade básica resgata também a tradição do médico de família, que desapareceu com o passar das décadas e ressurge na figura dos doutores e agentes comunitários, que fazem peregrinações pelas comunidades para entender não só os problemas de saúde, mas o ecossistema familiar dos pacientes. “Quando pensamos a série, nosso objetivo principal era trazer essa humanidade, esse trabalho dos médicos de família do Brasil, essa proximidade com a população e com as realidades”, diz Ana Petta, que ajudou a idealizar a série junto à sua irmã Helena Petta e o roteirista Newton Cannito.

A construção da narrativa se deu através de pesquisas e pelo mergulho da equipe no contexto das Unidades Básicas antes das filmagens, que tiveram duração de quatro semanas. “Tivemos o desafio de criar uma série sem urgência e sem doenças raras, trazendo o interesse para doenças comuns de pessoas como nós. Nem todo mundo vai ter o privilégio de ter uma doença tão rara com o House te tratando”, afirmou Newton Cannito, roteirista.

Enquanto o primeiro episódio traz a temática do envelhecimento, o segundo traz o conflito entre religião e autocuidado, na figura de um jovem paciente que se recusa a tomar medicamentos e usar preservativos por conta de sua fé.

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 “Quando conseguimos fazer algo brasileiro que dialoga com o formato americano, a repercussão pode até ser maior, já que a gente nunca teve uma série médica brasileira. O tema da saúde perpassa toda a grade. Quando a gente pega um tema tão presente na dramaturgia americana e traz pra cá, a gente acredita que vai funcionar”, complementou Newton.

Unidade Básica - Divulgação

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A produção foi feita pela Gullane Filmes em parceria com a NBC Universal, e a direção ficou por conta Caroline Fioratti e Carlos Cortez. A série foi produzida nos moldes globais da Universal, e a expectativa é que ela seja exibida em outros países da América Latina.

Para Fabiano Gullane, produtor da série, o sucesso entre o público brasileiro já é garantido. “O público gosta muito do conteúdo brasileiro. As séries brasileira originais têm sido muito destacadas em termos de audiência. Essa preocupação de se o público vai se envolver ou não ficou no passado”, concluiu.

Karina Balan Julio é estudante de Comunicação da UNICAMP e correspondente do site em São Paulo

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