Crítica Supermax: fazendo de tudo para amar a nova série da Globo. Mas será que vale a pena? | Cabine Cultural
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Crítica Supermax: fazendo de tudo para amar a nova série da Globo. Mas será que vale a pena?

Supermax

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Episódios já foram disponibilizados pela plataforma Globo Play; menos o último, que terá exibição primeiro pela televisão

O rebuliço em torno de Supermax, nova série da Rede Globo, que promete flertar com o terror, e que traz referências em muitas das séries que todos os serie maníacos amam (Lost, Prison Break, True Blood…) é tão grande que fomos assistir ao primeiro episódio da série rezando para amá-la. Afinal, a maior rede de televisão do país está colocando em seu horário nobre algo que beira a subversão de tão novo que é. Por isso queremos muito que dê certo e que seja uma ótima experiência televisiva.

Assim, fomos ao episódio de estreia, que a Rede Globo exibiu nesta terça-feira. Os primeiros minutos são de um didatismo exagerado, mas ainda assim compreensível. Muitas séries fazem isso. Apresentam os personagens de modo bem claro para que o público já decore o máximo que puder. E dentre os personagens, participantes de um reality apresentado por Pedro Bial (sim, existe o flerte com a realidade também), temos médico, padre, lutador, policial, jogador de futebol… um prato cheio para o que a série se propõe.

E por quê? Daqui a pouco saberemos.

A premissa básica é esta: um reality, com provas, líderes e com um vencedor, que sai do presídio milionário (são dois milhões de prêmio). Os participantes tem algo em comum, e logo Bial faz questão de dizer: todos devem ou já deveram à justiça. Isso abre brecha para termos no reality pessoas que já mataram, roubaram, se drogaram… e muitas outras coisas. Outro prato cheio par a equipe de roteiro.

Percebe-se que existe uma atenção especial nestes detalhes, pois eles permitirão que a trama vá para o lado do terror, da barbárie, das brigas. E vemos isso logo no início, com o embate entre o mocinho e o vilão, que neste caso não se configura deste jeito, afinal, será difícil acharmos mocinhos na história. Arthur, ex-jogador de futebol x Sergio, ex-policial. No meio deles, Bruna, personagem de Mariana Ximenes. Vem ai uma vaga lembrança do triângulo Kate, Jack e Sawyer, de Lost. Lost, por sinal, é uma das referências de Supermax, e dá para entender onde: na atmosfera, na estrutura narrativa, e naquele medo do que é desconhecido, que a série da Globo promete entregar.

Supermax

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A primeira prova acontece já no meio do episódio e traz um pouco de dinâmica que a série precisava, pois os primeiros minutos foram cansativos até. A primeira liderança, de Arthur, já é polêmica, e já traz ingredientes interessantes para a trama: guerra por comida, brigas, segredos (por que Sabrina, psicóloga, e personagem de Cleo Pires, odeia o médico Timóteo?) e um prenúncio de elementos de terror.

Isso porque o ex-padre, Nando, tem sonhos, ou visões, de coisas sobrenaturais. Em algum momento estas visões, ou sonhos, se aproximarão da realidade, e será ai que a série irá decolar. Vamos torcer para que logo chegue este momento.

O primeiro episódio então serve para apresentar os personagens, apresentar a história, as regras e toda esta parte mais chata da história. De bom ficou o potencial que ela possui, com tramas e subtramas já sendo construídas. Teremos relacionamentos amorosos? Provável. Teremos brigas por comida? Sim. Alucinações? Sim. Simbolismos? Sim, e já no primeiro episódio vimos dois pássaros se jogando no portão da prisão, indicando que ali o ar é maléfico e a atmosfera é das mais pesadas.

Teremos terror? Provável. E é justamente neste aspecto da história que o público mais se interessa, pois reside nela a ideia de novidade que Supermax traz para a televisão aberta.

O primeiro episódio foi aquém do que poderia ser, mas foi adequado para o que a série promete apresentar daqui para frente. Vamos torcer agora para que o segundo episódio já traga uma base mais clara de terror e tensão, pois é isso que nós queremos.

Até o próximo episódio.

Supermax foi criada por José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi.



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