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Crítica Meu Rei: Vincent Cassel e um filme que externa os vestígios e desgastes de uma relação

Meu Rei

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O silêncio passivo agressivo de Giorgio em seu momento final junto a Tony deixa claro, no entanto, que aquelas lesões nunca irão se curar.

Por João Paulo Barreto

Marie-Antoniette, ou simplesmente Tony, se entrega à descida de uma montanha sobre os velozes esquis para neve. Parece um gesto suicida de sua parte. Mas, até o momento final, quando se machuca seriamente, sente o vento gelado no rosto, sente seus cabelos esvoaçarem de modo refrescante e, o mais importante, sente uma emoção que, apesar de saber se tratar puramente da adrenalina, ela não se importa com sua origem artificial e previsível: quer vivê-la com a maior intensidade possível.

A descrição acima se adéqua, também, a um momento anterior da vida de Tony. Ao conhecer Giorgio em uma boate, relembra-o do fato de que já o havia encontrado anteriormente. Quase como em um prólogo de sua vida que está para começar no final daquela madrugada, tomando café da manhã com aquele homem, o tempo em que foi garçonete e que o serviu vem à tona como uma lembrança antiga. É a partir deste reencontro que os dois se envolvem e a descida intensa na vida de Tony começa a se assemelhar bastante com a mesma que abre o filme, quando seu inicio promissor, excitante e emocionante ainda não pareceria terminar do modo traumático e amargo como acabou… continue a leitura



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