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Crítica X Factor Brasil segunda semana do Centro de Treinamento: os mentores, ajudantes, e o show de Tiago Iorc | Cabine Cultural
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Crítica X Factor Brasil segunda semana do Centro de Treinamento: os mentores, ajudantes, e o show de Tiago Iorc

Tiago Iorc no X Factor

Tiago Iorc no X Factor

Programa desta segunda-feira, dia 3 de outubro, teve uma leve melhorada, mas ainda incomoda a edição desleixada do reality

O The X Factor Brasil desta segunda, dia 3 de outubro, apresentou novos elementos para o programa: a inclusão de convidados. Esse fato, comum em realitys musicais, deu um gás novo ao programa, e trouxe algumas agradáveis surpresas, como a perspicácia de Tiago Iorc, que conseguiu dar ótimos conselhos aos candidatos.

Ele surge desde já como um grande candidato a ser o próximo jurado do programa, caso haja uma segunda temporada. Deu show de argumentos, de entendimento do que seja o universo pop, o showbiz, analisou escolha das canções, falou de uma maneira tão produtiva que qualquer candidato ali deve ter ao menos se sentido respeitado.

Fernanda Abreu também conseguiu ser proativa e enriqueceu as apresentações dos candidatos do grupo de Paulo Miklos. Ludmila fez um bom trabalho e Péricles ficou mais comedido, se restringindo a dizer o famoso: “viemos aqui pra te ver cantar”.

Com a inclusão dos convidados, o programa melhorou no geral, e os mentores foram obrigados a dar dicas e toques melhores. Ainda assim ficou visível que jurados como Alinne Rosa e Di Ferreiro ainda precisam melhorar muito as suas abordagens com os candidatos. Com relação a Alinne, ainda há o bônus dela exagerar nas expressões faciais, que no início era somente exótico, mas com o passar dos episódios foi ficando um tanto irritante.

Já os candidatos… bem, foi o momento crucial para separar o joio do trigo. Incrível como numa fase já mediana ainda tínhamos candidatos que mais soavam cantores de banheiros, sem técnica alguma, sem disciplina alguma, sem quase nada para mostrar. Se fosse para construir um artista do zero, ainda cabia, mas o X Factor Brasil devia exigir um mínimo de qualidade. Tivemos apresentações muitos ruins, cantores que ao errarem a letra, simplesmente param de cantar, outros que tremiam mais que o normal… Enfim, foi o momento certo para aprovar somente quem tem o chamado X factor.

Como nota positiva, há de se destacar o grupo formado por Rick Bonadio, que pegou várias cantoras individuais, pegou outra de outro grupo, e fez uma salada de cantoras, formando o grupo que hoje se chama Ravena. Incrível, mas essa escolha pode dar muito certo, pois a junção das meninas, os estilos de cada uma, até mesmo o tipo físico delas… Uma se encaixou na outra de modo muito agradável. E só o fato de sabermos que elas podem crescer muito ainda, tanto na competição, quanto na carreira, deixa uma sensação de sucesso no ar.

Tomara que elas consigam estreitar os laços e ensaiem muito, pois ficou a impressão que uma favorita ao X Factor acabou de surgir.

A edição do programa, entretanto, continua falhando, seja em legendas erradas, seja na confusa introdução de algumas participações, seja na escolha novamente de deixar os espectadores sem saber se uma das principais candidatas desta edição foi aprovada ou não. Se X Factor fosse uma série de televisão, até valeria a pena fazer este mistério, para fisgar o público. Mas X Factor Brasil não é uma série. E a participação de Ciana deveria ter tido um desfecho no programa desta segunda mesmo.

Ademais, ela se mostrou um dos grandes nomes desta temporada de estreia do programa, e uma das poucas que o espectador normal do X Factor se importa. Seria um grande erro de Alinne Rosa (mais um grande erro dela, por sinal) se não aprovasse a garota. Por sorte, pelo vídeo promocional do episódio de quarta, dá a entender que Ciana foi a aprovada.

X Factor Brasil continua nesta quarta, com os convidados novamente em ação.



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