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O Homem Que Viu o Infinito: uma homenagem muito sincera a S. Ramanujan

O Homem Que Viu o Infinito

O Homem Que Viu o Infinito

Dirigido e roteirizado por Matthew Brown. Elenco com: Dev Patel, Jeremy Irons, Devika Bhise, Toby Jones, Stephen Fry

Por Gabriella Tomasi

Depois da Teoria de Tudo, Uma Mente Brilhante e o Jogo da Imitação, nos deparamos com o mais novo filme dirigido por Matthew Brown sobre mais um gênio da ciência.

De início, temos uma narração do professor G.H. Hardy, interpretado por Jeremy Irons, com intuito de introduzir o nosso protagonista. Baseado em fatos reais, em 1913, ele conta a história de S. Ramanujan (Patel), um indiano matemático sem formação acadêmica, o qual se aventura em uma viagem para a o Colégio Trinity, na Universidade de Cambridge, para tentar publicar suas descobertas e, assim, ter reconhecimento no mundo da ciência. Contudo, ao contrário do que supomos a narrativa muda de direção, parecendo estarmos conhecendo ele através dos olhos de Ramanujan.

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Infelizmente, isto já denota que não encontramos em Brown um roteiro ou uma direção que lograsse êxito em conduzir uma narrativa de maneira coesa e coerente que esperaríamos e isto permanece durante todo o filme.

Por exemplo, na sequencia à narração de Irons, adentramos na vida e conhecermos as pessoas que convivem com o personagem principal. Percebemos pela dinâmica dos personagens, que o casamento existente entre Ramanujan e sua esposa Janaki (Bhise) é arranjado, conforme o costume da Índia. Porém, de uma forma abrupta, ambos resolvem declarar seu amor incondicional, sem que este aspecto seja desenvolvido apropriadamente, para que se possa acreditar no afeto entre eles e inclusive torcer para que eles permaneçam… continua a leitura


Uma resposta para “O Homem Que Viu o Infinito: uma homenagem muito sincera a S. Ramanujan”

  1. Nota 8,5. Trata-se aqui contudo de manifestar presença sobre o intelecto indiscutível de pessoas como o matemático indiano retratado que, a despeito dos preconceitos, origens que não toleram emigrações, falta da esposa, frieza inglesa sobre dogmas da matemática a estrangeiros e doença junto à guerra, ferrenhamente queria publicar suas descobertas!! Há um viés fechado moralmente aqui – na cosmovisão da direção -, mas no final venceu a história, magnífica – um legado até hoje.

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