menu
Crítica X Factor Brasil Desafio das Cadeiras Di Ferrero: coerente e bem escolhido | Cabine Cultural
Notícias Televisão

Crítica X Factor Brasil Desafio das Cadeiras Di Ferrero: coerente e bem escolhido

Grupo de Di no X Factor Brasil

Grupo de Di no X Factor Brasil

Aos poucos os problemas do X Factor Brasil vão sendo resolvidos e a quantidade de bons candidatos até surpreende

Existe uma discussão no X Factor Brasil, principalmente entre os fãs do programa, que de fato não deveria existir. Não devemos levar muito em consideração aquela comparação de vozes: “candidato A canta melhor que o candidato B”. Isso aqui não é The Voice, mas sim X Factor. E qual a diferença? É que você pode ter o chamado fator x sem necessariamente ser um primor de cantor, ou cantora. Para ser X Factor, você precisa ter potencial para ser estrela, para brilhar, ter personalidade. Técnica é só um complemento, importante, mas ainda assim, um complemento.

E foi isso que vimos na noite desta quarta-feira, dia 12 de outubro, no X Factor Brasil Desafio das Cadeiras Di Ferrero. Di, que vem pecando bastante ao longo do programa, soube trabalhar bem o seu top 4, levando para os shows ao vivo quatro potenciais futuros grandes artistas da cena nacional. Alguns cantam como monstros de bons, outros têm estrelas, outros são queridos por um mercado. Pensando do ponto de vista do objetivo do programa, foi uma escolha coerente e das mais interessantes.

 Os dez candidatos que ficaram para a fase do Desafio das Cadeiras estavam em geral bem preparados, porém alguns ainda precisam crescer uma enormidade para chegar a algum lugar. Veja Octavio, por exemplo. Rapaz muito carismático, que sabe ganhar o público e tem uma história de vida encantadora. É fácil presumir que um bom empresário, uma música autoral pegajosa e ele entra no mercado, quem sabe até chega a lugares grandiosos. Porém, analisando tecnicamente, ele ainda precisa melhorar em todos os itens, principalmente na qualidade da voz. Não o timbre, mas técnicas vocais. Poderia ter ficado – certamente não seria nenhum absurdo.

E não ficou porque tivemos outros quatro grandes personagens desta edição do X Factor Brasil que fizeram grandes apresentações. Miguel, que cantou Adele, segue como um grande favorito ao título até, pois ele une uma série de características que vencedores normalmente possuem: canta muito, possui um visual de estrela, se veste bem, e tem algo que não pode ser descrito, que é o chamado fator x.

Ao lado dele, e não atrás, está Diego. Performático, ele é um artista quase completo. Para Diego virar uma estrela só basta canções autorais, e alguns detalhes mercadológicos. Fora isso, é um pacote completo: ele canta, choca, chama a atenção de quem o vê, fisga o espectador. Ninguém fica indiferente! Talvez muitos não gostem nada de seu estilo, e isso é bom, pois ele nunca passa despercebido. Para um artista isso é primordial.

Ai nós temos Conrado, que é um garoto bonito, com uma voz feita para cantar em rádio e que não faz feio. Nós já vimos em realitys americanos muitos cantores assim, alguns menos talentosos que Conrado, e que ainda assim chegaram longe. Ele é um pacote muito bem produzido do que o mercado musical e o X Factor Brasil deseja. Se ele aprender a se postar como uma estrela, vai longe.

Por fim, a quarta cadeira ficou com Eli, um rapaz que sai de zonas de conforto. Ele consegue se fazer percebido logo de cara, tem uma boa voz, presença de palco e boas escolhas (ou ao menos, escolhas interessantes). Eli cantou Miley Cyrus nesta terça e mesmo não fazendo nada de genial se sobressaiu, porque com toda a certeza o espectador ficou com a sua apresentação na memória. Esta é outra característica de alguém que tem o potencial para ser estrela.

Pensar que os quatro classificados da equipe de Di Ferrero serão estrelas daqui a uns anos é forçar a barra demais. São muitos os fatores necessários para se chegar ao topo, ou próximo dele. Todos estes quatro começaram uma caminhada, que com sorte, competência e uma ajuda maior de Di, quem sabe ao menos um vingue e se torne um grande vendedor de discos no país. X Factor é isso.

X Factor Brasil continua na próxima segunda com o grupo de Alinne Rosa.

Veja os quatro escolhidos de Di Ferrero



Deixe uma resposta