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Com Marion Cotillard, Supercine deste sábado exibe o maravilhoso Ferrugem e Osso. Confira crítica | Cabine Cultural
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Com Marion Cotillard, Supercine deste sábado exibe o maravilhoso Ferrugem e Osso. Confira crítica

Ferrugem e Osso

Ferrugem e Osso

Supercine exibe drama francês Ferrugem e Osso neste sábado; nova mulher entra na vida de Alain, mas não da forma que ele imaginava

O Supercine deste sábado, dia 15 de outubro, está mais que especial. E não porque o espectador terá a oportunidade de ver uma das atrizes mais completas e lindas de sua geração, a estonteante Marion Cotillard, mas sim porque o filme, Ferrugem e Osso, é de uma beleza absoluta.

O filme, dirigido por Jacques Audiard, e baseado no conto canadense de Craig Davidson, tem exibição logo após o Altas Horas.

A história
Alain (Matthias Schoenaerts) está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.

Crítica
A atriz Marion Cotillard esbanja talento e naturalidade na interpretação do seu personagem, demonstrando sentimentos de dor e depressão após o acidente, a não aceitação do seu corpo incompleto  até a superação, com momentos de uma beleza incrível apesar da crueza do tema. A atriz expõe a sua fragilidade e a dolorosa tentativa de superação; e tem dois momentos únicos no filme, o primeiro quando Alan a carrega ao mar, e ela atônita no início, aos poucos vai dominando seu corpo e vem o prazer de estar nadando no mar, um prazer que há muito não sentia.

O ator Mathias Schoenaerts faz um Alan de uma rudeza de sentimentos, um cara que apanhou da vida e só valoriza o físico, por não saber dar afetividade, mas no íntimo não é uma pessoa ruim. Cada um com seus defeitos, interagem e se complementam, e não percebem o sentimento que os une.

O outro momento é quando Stéphanie vai ao encontro da orca responsável pelo seu acidente, e naquele instante ela descobre como o amor e o ódio podem estar tão próximos, nesta cena memorável, com uma fotografia ímpar, dá vontade de dar uma pausa e ficar deslumbrando aquele quadro, como um pôster que se encaixa na tela.

A fotografia é belíssima, de forma simples e direta, límpida, só faz ajudar as cenas a serem mais fortes e reais.



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