menu
Crítica X Factor Desafio das Cadeiras Alinne Rosa: Jenni, Ariane, Heloá, Naomi e a melhor equipe possível. Ou não | Cabine Cultural
Notícias Televisão

Crítica X Factor Desafio das Cadeiras Alinne Rosa: Jenni, Ariane, Heloá, Naomi e a melhor equipe possível. Ou não

Top 4 Alinne Rosa

Top 4 Alinne Rosa

Top 4 de Alinne Rosa chega forte para o resto da competição, mas ainda assim questionamentos de escolha suscita alguns

Nesta segunda, dia 17 de outubro, foi ao ar pela Band o terceiro episódio do X Factor Brasil. Estamos na fase do Desafio das Cadeiras, um dos momentos mais tradicionais da franquia, e desta vez coube a Alinne Rosa escolher o top 4 de artistas femininas.

Depois de quase 2 horas de programa, a jurada mais contestada desta edição escolheu Jenni, Ariane, Heloá e Naomi. Uma equipe bem formada, sobretudo pelas escolhas erradas de algumas cantoras que em tese são bem mais interessantes comercialmente que algumas escolhidas. Ainda assim, a falta de feedback construtivo de Alinne, aliado ao seu falho trabalho de mentora, de orientadora nos ensaios, fez deste terceiro grupo o mais fraco até aqui.

Porém não interessa muito tudo isso para o programa em si, pois mesmo aos trancos e barrancos, ao fim do programa, fica a percepção que todas as escolhidas, exceto (e talvez exceto) Naomi, tem condições de vencer o X Factor Brasil e o programa tem potencial de ao menos apresentar algumas novas e talentosas artistas ao cenário musical brasileiro.

Das que foram desclassificadas, ou escolhidas e depois trocadas, fica a saudade, principalmente de nomes como VKiller, que foi corajosa na escolha da música, mas que não lhe ajudou muito, Ciana, que possui uma voz muito doce, e uma personalidade que cabe tranquilo na cena indie brasileira, mas que sem dúvida alguma ficou aquém de uma X Factor, e Marcela, essa poderia ter ficado até, e até agora colocaria em pé de igualdade com Naomi. Mesmo assim, a escolha de Naomi não foi de toda errada, e ela tem uma voz que agrada o mercado musical, e com um bom trabalho autoral, ela também pode ir longe.

Essa fase do programa conseguiu elevar bastante a qualidade, que vinha sendo um dos maiores problemas da primeira temporada do X Factor Brasil. Nestes três últimos nós vimos uma edição mais tranquila, coerente, com Fernanda Paes Leme contando de modo mais dinâmico e didático as histórias de vidas dos candidatos. Fê, inclusive, continua sendo a única representante do elenco do programa que vem entregando coisas boas desde o primeiro episódio.

Dos jurados, Paulo Miklos e Rick Bonadio seguem como os mais produtivos, mas nada de muito especial. O trabalho dos quatro, como um todo, ainda fica bem abaixo de uma edição ideal, mas também, por outro lado, não é tão pior que muitos júris internacionais que já vimos por ai. Encontrar artistas respeitados, famosos e que saiba se sair bem nesta função de orientador e julgador é das coisas mais difíceis e todos os programas musicais sofrem com isso.

Alinne Rosa, entretanto, tem problemas mais complexos, pois ela já chegou ao programa com certa rejeição pelo fato de ser uma representante do gênero Axé, um quase subgênero musical. Não tão famosa quanto Claudia Leitte, e nem tão expansiva quanto Ivete Sangalo, Alinne foi alvo fácil dos fãs do X Factor Brasil e infelizmente não fez muita coisa produtiva para fazer este mesmo público mudar de ideia. Suas expressões faciais seguem irritando e suas orientações foram as que deram menos resultado.

Mas ao mesmo tempo, Jenni, Ariane, Heloá, Naomi foi a melhor equipe possível, ao menos para este programa, e isto se deve às escolhas de Alinne, que segue com muita força para a próxima fase e não resta dúvida que alguém de seu grupo pode vencer o X Factor Brasil.

Nesta quarta, dia 19 de outubro, será a vez de Paulo Miklos escolher o top 4 de grupos.

Confira as quatro cantoras do top 4 de Alinne Rosa.



Deixe uma resposta