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Crítica The Voice Brasil 2º episódio: os melhores candidatos dos realitys musicais no Brasil | Cabine Cultural
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Crítica The Voice Brasil 2º episódio: os melhores candidatos dos realitys musicais no Brasil

Joana Castanheira - Foto de Isabella Pinheiro

Joana Castanheira – Foto de Isabella Pinheiro

Gratas surpresas, volta por cima e talentos natos: assim foi o segundo episódio do The Voice Brasil na Rede Globo

Era mais que sabido que o The Voice Brasil, como todo programa que é feito para durar, melhora com o passar do tempo, das temporadas. Com os realitys musicais essa ideia permanece, mesmo que muitos achem que com o tempo piora, pois os candidatos bons passam a não existir.

Bem, em um país tão rico culturalmente como o Brasil, isso dificilmente vai acontecer e sempre teremos no país surpresas como a gaucha Cristyéllem Camargo, de apenas 16 anos de idade, que possui um dos projetos mais legais já vistos na história do reality: a menina resgata músicas dos anos 30 e 40, enfim, músicas eu ninguém da sua idade comumente escuta.

Vê-la sendo escolhida por Carlinhos Brown só prova que o programa ainda tem muita lenha para queimar. E também prova outro ponto: Carlinhos cresceu demais nestes anos de programa. Qualquer um que se lembre vai saber que ele sempre foi um dos jurados técnicos mais contestados e o seu jeito chato de intervir e argumentar irritava grande parte do público. Pois hoje em dia Brown sabe lidar melhor com o formato do The Voice Brasil e com o que o programa exige. A dinâmica é fundamental para dar certo. E ele desde então vem fazendo a sua parte.

Já Joana castanheira chegou para provar que a versão americana do The Voice continua sendo influência para os candidatos. Já tivemos várias versões extraídas de versão americana, e até mesmo um candidato que veio de lá e venceu o The Voice daqui (Sam Alves). A versão de Toxic de Joana é claramente uma referência à linda Melanie Martinez, uma das poucas artistas que deram certo no mercado após o programa. Pena a Rede Globo não disponibilizar os vídeos para compartilhamento público. Esse é um ponto que a emissora carioca precisa trabalhar e evoluir ainda.

As irmãs Lilian e Layane deram um show de simpatia, escolheram uma música ótima e mandaram muito bem. Toda a edição da apresentação delas – início, meio e fim – mostra o quanto evoluiu a equipe de montagem do The Voice Brasil. Tudo dinâmico, bem feito, natural, e muito bem produzido. Quando a Globo quer, ela faz.

Mas o destaque da noite foi Rafah, e foi não somente por ter cantado Linkin Park, uma escolha diferente, e nada interessante. A música não tem grandes desafios vocais e deixa a desejar. Mas ainda assim, ele se destacou, ganhou as cadeiras, e proporcionou o momento que todos comentaram durante o resto da semana: o tal flerte com Claudia Leitte. O episódio só prova o quanto Claudia entende do reality, pois nos outros países coisas do tipo acontecem toda semana. É o que movimenta o programa.

O segundo episódio do The Voice Brasil segue o bom caminho que o programa de estreia trilhou. Não tão bom quanto o primeiro, este ao menos mostrou que a edição, os apresentadores (Tiago Leifert e Mariana Rios) e os técnicos estão melhores que nunca. Assim fica fácil definir o The Voice como o reality musical mais bem produzido do Brasil.



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