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Crítica X Factor Brasil Desafio das Cadeiras Paulo Miklos: fechando, mas sem chave de ouro | Cabine Cultural
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Crítica X Factor Brasil Desafio das Cadeiras Paulo Miklos: fechando, mas sem chave de ouro

O Clã

O Clã

Os quatro grupos escolhidos por Paulo Miklos saem em leve desvantagem em comparação com as outras três áreas do X Factor Brasil

Foi melhor do que imaginávamos, mas ainda assim a fase final do Desafio das Cadeiras do X Factor Brasil terminou nesta quarta, dia 19 de outubro, com aquela sensação de que o vencedor dificilmente sairá dos quatro escolhidos de Paulo Miklos. Não que eles não sejam capazes, mas observando os escolhidos, não há muito espaço para eles no mercado, em comparação com os outros 12 candidatos.

Mas você pode argumentar: e a dupla sertaneja? E as meninas do pop? E a Boyband de funk?

Bem, vamos por parte, já analisando os quatro grupos escolhidos por Paulo nesta quarta.

Ravena: as meninas são um verdadeiro achado do programa, e dificilmente eles se livrariam delas tão cedo, afinal de contas, a Ravena é uma criação própria do X factor Brasil, e dentro da história da franquia, isto é o que mais orgulha. Sempre vão falar: “foi o X Factor quem criou o One Direction, a maior Boyband da atualidade”. Estão certos, e de fato, o potencial das meninas é enorme, mas será algo que dificilmente veremos ainda nesta temporada, pois esse universo no Brasil não é tão popular quanto nos Estados Unidos ou Inglaterra. Até as meninas ganharem confiança, o programa já vai ter terminado.

Mas tomara que o processo aconteça mais rapidamente.

Valter Jr. e Vinícius: a dupla sertaneja. Escolha mais óbvia para fazer sucesso, não é verdade? Pois bem, nem tanto. O mercado de sertanejo, sobretudo de dupla jovens, já está saturado, pois a quantidade de duplas é gigante. Para ganhar algum espaço é necessário um diferencial muito maior que o apresentado pela dupla do X Factor Brasil. A dupla até que é boa e bem equilibrada com a primeira e segunda voz, mas certamente nem passaria em uma audição às cegas do The Voice Brasil.

TropeirÁfrica: esse é um daqueles grupos mais exóticos, que sempre ganha espaço em realitys como o X Factor. Os rapazes possuem uma bela história de vida e sabem entreter, mas vocês já imaginaram um grupo como o deles fazendo sucesso nas rádios e fazendo turnês pelo Brasil enchendo ginásios? É um nicho bem específico, difícil de acompanhar, e para que eles passem a ser nomes fortes daqui para frente, muita coisa tem que acontecer. São muitos os detalhes que transformam um grupo exótico e diferente em um grupo comercialmente viável, que é no fim das contas o que quer o X Factor.

O Clã: por fim temos O Clã, grupo funk estilo Boyband. Aqui temos algo relativamente parecido com o TropeirÁfrica. Eles são ótimos para um programa de show de calouros, no estilo de Raul Gil, que inclusive sempre descobriu grupos assim. Agora pensar em um futuro mercadológico para eles, com álbuns, turnês, apresentações em programas, fica mais difícil, pois soam como aquele grupo de colégio que é montado para se apresentar na gincana. São bons, talentosos, mas ao menos por agora, insuficientes para o mercado musical. Para que algo mude, é preciso que muitos detalhes sejam adicionados à carreira deles.

Ao fim das contas, Paulo Miklos fez o que pôde, e até escolheu alguns dos melhores grupos. Talvez as meninas do rap fosse uma escolha interessante, sobretudo porque o rap feminino é algo que vem crescendo naturalmente, sem a intervenção de empresários ou mídia. Cada vez mais vemos grandes cantores e grupos femininos entrando e fazendo bonito com um gênero dos mais relevantes.

O X Factor Brasil agora parte para uma nova fase, com apresentações que espera-se, sejam muito mais consistentes e de melhor qualidade, pois já está mais que na hora de vermos alguma estrela de fato nascer neste programa.



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