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Crítica X Factor Brasil top 10: os grandes favoritos da 1ª temporada | Cabine Cultural
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Crítica X Factor Brasil top 10: os grandes favoritos da 1ª temporada

Heloá, a melhor

Heloá, a melhor

Programa desta segunda-feira, 31 de outubro, foi em homenagem ao Dia das Bruxas e a qualidade foi boa

O programa desta segunda do X Factor Brasil entrou de vez no clima de competição, onde cada mentor defende o seu candidato como se fosse um filho e crítica os candidatos dos outros sem o mínimo problema. De certa forma isso faz bem ao programa, pois o clima muito amigável do The Voice Brasil, por exemplo, por vezes freia um processo de crescimento de um cantor, uma dupla ou um grupo.

Não que os feedbacks dados são tão produtivos assim, mas é mais útil que aqueles elogios vazios e infundados. O programa desta segunda, então, já cresceu por este fato, somente. Mas ele também teve boas apresentações, daquelas que são consensuais.

O primeiro cantor a se apresentar no palco foi Diego, um dos mais contestados na semana passada. Ele, que traz todo um pacote envolvendo visual, desempenho e voz, cantou Lady Gaga e acabou ficando na chamada zona de conforto. Ele é um bom nome, tem potencial de crescimento, mas está longe, ao menos por agora, de ser considerado o X Factor Brasil 2016.

Já a dupla sertaneja Walter Jr e Vinicius teve uma apresentação bastante criticada, principalmente por Alinne, Di Ferro e Rick Bonadio, e por mais que tenha havido alguns pequenos erros, dá para visualizar a dupla no mercado musical. O gênero ajuda, e eles têm um bom potencial de crescimento. Mas também estão longe de serem considerados X Factor Brasil deste ano.

Cristopher Clark também teve uma apresentação bastante questionada, e novamente dentro daquela ideia, de competição, onde uns criticam e o mentor dele o defende com unhas e dentes. Porém, no caso de Cristopher existe de fato uma supervalorização por parte de Rick Bonadio, e isto tem atrapalhado bastante o seu trabalho, que tem estacionado no processo evolutivo do programa. Ele tem chances maiores de chegar ao topo, mas precisa de algum momento especial dele no X Factor Brasil.

Outro que não teve uma noite tranquila foi Conrado, que pela primeira vez cantou uma música nacional e acabou recebendo algumas críticas que já eram esperadas. Afinal, é visível que sua voz não tem grande extensão vocal, e que ainda precisa ganhar experiência. Mas ele só tem 18 anos, tem uma base de fãs já gigante e mesmo sem estar em um nível X Factor, é bem capaz de Conrado chegar longe, mas isso seria basicamente pela sua base de fãs.

Naomi Dominguez veio depois e ao menos entre os jurados, foi a apresentação mais bem recebida de todas até este momento do programa. Ela é outra candidata bem jovem, talentosa, mas que precisa ganhar experiência. Naomi também é outra candidata que ainda está longe de ser considerada uma possível vencedora do X Factor Brasil, mas se ganhar presença de palco, pode ir bem mais longe.

O grupo Ravena se apresentou logo depois e no geral foi bem, mas é perceptível que falta uma série de pequenos detalhes para o grupo explodir de vez dentro do X Factor Brasil. Elas são lindas, talentosas, possuem um gosto musical bem interessante para o mercado musical, tem um bom nome, uma boa história de nascimento do grupo, mas ai quando vão cantar percebemos um errinho aqui, outro ali. Faltam ainda momentos de explosão do grupo, que normalmente faz apresentações lineares. O mundo pop é feito disto, de momentos de explosão. Quando elas tiverem o dela, vão subir o nível.

Logo depois Rafael resolveu sair da zona de conforto, para o bem dele, e cantou uma música menos de diva. O resultado final não foi tão genial como os jurados tentaram jogar, mas tampouco foi um fracasso. Rafael é um ótimo artista, mas tem uma limitação de gênero, e de fato ele só ganha força cantando músicas mais românticas e grandiosas. É um artista que deve ser observado no programa, para ver se tem um grande fã clube. Se tiver, pode ir longe, muito longe.

Jenni foi a apresentação seguinte, e cantou novamente em português, pena que uma música de Pitty, já saturada no X Factor Brasil. Ainda assim, Jenni mostrou a sua personalidade e provou que é uma das candidatas mais completas (senão a mais completa) do programa atualmente. Sua voz não é tão poderosa, então algumas canções, como aquelas do pop americano, devem ser descartadas ou pelo menos deve ser trazida para a realidade dela. Fazendo isso bem, Jenni é candidata certa na final do programa. Por merecimento.

Miguel Ev chegou cantando Imagine Dragons, Demons, e acabou sendo uma performance bem razoável. Miguel é outro candidato que, após uma primeira aparição impactante, acabou sendo bastante supervalorizado, e isso não tem sido muito bom pra ele. Ainda assim, Miguel segue como um grande favorito ao título de X Factor Brasil, e se crescer um pouco mais, e construir um grupo grande de fãs, pode chegar fácil ao título.

E por fim, tivemos a que hoje pode ser considerada a X Factor Brasil, Heloá Holanda. É incrível como ela destoa da grande maioria dos candidatos, e só falta ter o público ao seu lado, pois em termos técnicos, de voz, de visual, de escolhas musicais… e de mais uma séries de elementos, ela é a melhor e mais bem preparada atualmente. Esperamos muito que logo em breve ela esteja no mercado musical brasileiro, e arrase, porque a música brasileira precisa de nomes como o dela.

X Factor Brasil apresenta o resultado dos shows na próxima quarta-feira.



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