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Crítica X Factor Brasil final: vitória de Cristopher finaliza bem temporada que começou irregular

Cristopher Clark

Cristopher Clark

Programa da Band começou de mal a pior, mas aos poucos foi crescendo e melhorando a qualidade; saldo final é positivo

A noite desta última quarta-feira, dia 23 de novembro, foi muito especial para alguns nomes: o primeiro deles, Cristopher Clark, rapaz mais que talentoso que aos 43 anos viu uma nova (talvez última) chance de enfim conseguir trabalhar e ter uma vida confortável com música. E depois para a Band e a produção do X Factor Brasil, que teve enfim uma noite para comemorar, com mais de 1,5 milhões de tuites, o que não deixa de ser um marco para as redes sociais da emissora.

Mas para isso acontecer foram necessárias muitas bolas foras da produção do programa, da equipe técnica e dos jurados. O X Factor Brasil começou de mal a pior, com problemas no processo de seleção inicial (quem não se lembra das imensas filas), no processo de escolha dos jurados, e para completar com problemas no áudio, alvo de muitas críticas dos espectadores nas primeiras semanas.

Parecia que nada daria certo, e somente uma apresentadora – linda e talentosa – não seria suficiente para fazer o programa decolar. De fato, Fernanda Paes Leme, que foi desde o início a melhor coisa que o reality teve, não foi suficiente para fazer o X Factor Brasil cair nas graças do público. A audiência não crescia e o público não reagia nas redes sociais.

Porém, com os shows ao vivo, vimos uma mudança. Um palco mais digno do tamanho do programa, que chega a ser melhor que o do reality musical concorrente, o The Voice Brasil, alguns bons nomes, que em meio a muitos cantores medianos, se fazia notar. Passamos a conhecer Jenni, Heloá, Miguel, Rafael, nós vimos nascer o grupo Ravena, e principalmente, nós acompanhamos as apresentações bombásticas de Cristopher.

Ele, que ainda precisa de uma boa assessoria, era de longe a melhor voz do programa. Pegou canções pop (de Adele a Jessie J) e transformou em músicas suas. Ele que não teve sequer uma apresentação ruim, mediana, sempre jogou para o alto as expectativas dos jurados. E assim, sendo elogiado pelo mundo inteiro, ele chegou a final e conseguiu vencer, mais que merecidamente.

A sua vitória de certa forma muda o saldo final do X Factor Brasil, que tinha tudo para terminar sendo um programa somente mediano. Porém com uma final com Cristopher e Jenni, nós podemos ficar mais felizes, e acreditar que sim, programas como estes pode sim valorizar grandes cantores e grandes artistas. O público sabe distinguir uma boa voz, uma boa artista. Fizeram isso muito bem na temporada de estreia do programa.

Uma segunda temporada do X Factor Brasil está praticamente confirmada. Assim, é hora também de avaliar erros e acertos. Os jurados, certamente, foi o ponto fraco desta edição. Não que os outros programas mundo afora sejam muito melhores (quem acompanha o The Voice já viu Shakira ou Gwen Stefani não fazendo nada de bom). Mas os nossos jurados precisam ao menos estudar melhor o formato. Alinne Rosa precisa falar mais coisas produtivas.

Não precisa nem mudar, pois é possível uma segunda edição do reality muito boa e agradável com todos estes que estiveram neste ano. Basta somente que evoluam.

O X Factor Brasil nos fim das contas é mais um programa de entretenimento agradável, que privilegia talentos, sonhos, pessoas que querem crescer numa profissão, que querem cantar, ganhar o mundo trabalhando com o que de melhor possuem para oferecer: a voz, a arte. Neste sentido, é infinitamente melhor que realitys shows que somente confinam pessoas e esperam que elas transem.

Por mais X Factors na televisão brasileira.



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