Crítica: Batalha dos Técnicos dá um tom original ao The Voice Brasil desta quinta | Cabine Cultural
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Batalha dos Técnicos dá um tom original ao The Voice Brasil

The Voice Brasil 2016

The Voice Brasil 2016

Nova fase do reality musical da Rede Globo traz cantores de técnicos diferentes desafiando-se; dinâmica deu certo

Nada se cria, tudo se copia. Esta é uma das frases mais populares da história do entretenimento, da televisão mais especificamente. No reality show musical da Globo o termo vem sendo colocado à prova desde a segunda temporada. O The Voice Brasil vem ao longo dos anos se aprimorando, e sobretudo, tentando buscar elementos originais. E vem conseguindo. A Batalha dos Técnicos é uma boa prova disto.

Colocar candidatos de dois técnicos diferentes para disputar no ringue o que antes era restrito aos participantes da mesma equipe é uma boa jogada para dar ainda mais emoção ao programa, e fazer o público desde cedo brincar de torcer para um ou outro técnico. Porque é evidente que em votação popular há muito mais coisas envolvidas do que votar somente no melhor cantor. Existe os anti-Claudia Leitte, o que não gostam do Michel Teló, e por ai vai. Claro que isto conta na hora da votação.

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No programa desta quinta, dia 08 de dezembro, parecia que o público queria porque queria colocar Claudia Leitte para chorar, e ela perdeu logo de cara duas batalhas seguidas, e teve dois membros de sua equipe eliminados. No caso, em ambas o resultado foi merecido, mas ainda assim, não deixa de ser uma briga de fãs para ver o seu ídolo vencer uma batalha.

O programa desta quinta deu continuidade à boa maré que vive o The Voice Brasil nesta temporada. Porém há de se destacar que esta edição anda carente, ao menos por agora, de emoção, aquela emoção que o X Factor Brasil, mesmo com seus milhões de problemas, possuia.

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A batalha envolvendo Dan Costa, do time Lulu Santos, contra Joana Castanheira, do time Claudia Leitte, é um ótimo exemplo de como o programa está quase perfeito: lindas canções, áudio perfeito, sem nenhum problema técnico, uma produção impecável e ótimos candidatos. Talvez falte somente aquela atmosfera mais caótica típica da versão americana do The Voice, que quando um candidato canta bem o barulho no palco fica ensurdecedor. Na edição brasileira ainda há aquele clima mais frio, que é exatamente onde o programa vem pecando.

Falando da batalha, novamente a candidata de Claudia Leitte sai perdedora, para delírio das pessoas que de alguma forma, não gostam do trabalho da loira.

Ainda assim, mesmo com esta pequena questão a ser melhorada, o The Voice Brasil segue como o melhor reality show musical da televisão brasileira. Jurados, apresentadores (Tiago e Mariana), candidatos e equipe técnica vem proporcionando ao espectador bons momentos todas as semanas, e que vai até o dia 29 de dezembro, dia da grande final da temporada.

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Este talvez seja um segundo problema do The Voice Brasil: não conseguir deixar o vencedor na crista da onda, pois o programa acaba no momento em que a televisão brasileira sai de férias, e os programas passam a ser gravados antecipadamente, ou saem literalmente de férias. Fica dificil para a Rede Globo usar a sua grade de programação para fazer o vencedor deslanchar, e eles acabam muito mais rapidamente entrando no esquecimento do público.

Afinal de contas, alguém ai lembra exatamente quem foram os vencedores das edições passadas? Ou que eles estão fazendo agora? Ainda falta o reality emplacar um vencedor que de fato ganhe o país.

Precisa.

Enquanto isso o programa segue bem, e ainda é um ótimo exemplo de entretenimento na televisão aberta.




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