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Crítica: The Mick, a série de humor ácido que estreou esta semana na Fox americana

The Mick

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Canal não é especializado em comédias e vem tendo dificuldades para emplacar uma desde a icônica That’ 70s Show

Esta semana estreou nos Estados Unidos mais uma comédia para rechear ainda mais o grupo de séries cômicas, que atualmente é liderada pela imbatível The Big Bang Theory, mas que tem também como destaques Modern Family, The Goldbergs, Mom, e mais algumas (Brooklin 99, New Girl…). Nenhuma delas, exceto TBBT, consegue ter o mesmo peso das séries mais clássicas, como Friends, How I Met Your Mother ou Seinfeld. Porém não estamos em tempos de vacas magras não.

E The Mick, a nova séria ao qual nos referimos, pode ser um bom exemplo. Pode, pois com um episódio exibido, ainda é cedo para dizer se é boa ou não. Mas o piloto, recheado de humor ácido, uma protagonista carismática, e uma história que se bem trabalhada pode render boas risadas, foi uma ótima primeira impressão.

The Mick é uma criação de Chris Henchy e Marco Pennette (produtor de Mom), com produção dos irmãos John e Dave Chernin (produtores-roteiristas de It’s Always Sunny in Philadelphia). O elenco inclui Sofia Black-D’Elia (Projeto Almanaque), Thomas Barbusca, Carla Jimenez, Susan Park e o menino estreante Jack Stanton.

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A história: Na trama, Mickey, a personagem de Kaitlin Olson, é uma mulher falida que, ao procurar a irmã rica, testemunha a prisão dela no rastro de um escândalo financeiro. De olho no dinheiro, ela aceita virar babá de seus três sobrinhos mimados até a situação se resolver, aproveitando ao máximo a vida de luxo na mansão da irmã.

A primeira cena da série, surreal e bem exagerada, mostra desde os primeiras segundos a vibe que a trama terá daqui para frente. Cenas de humor ácido, história recheadas do politicamente incorreto e estereótipos sendo usado e abusado. Em The Mick vemos isso com a empregada, que não poderia ser outra que não uma latina. Por sinal, a empregada é uma das melhores coisas que este piloto mostrou.

The Mick

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Mick, personagem de Kaitlin Olson, representa tudo o que não deveria representar: irresponsável, endividada, sem trabalho, boca suja, enfim, tudo menos um exemplo de mãe, ou tia, no caso da série. Ela lembra bastante a personagem de Cameron Diaz no filme Professora Sem Classe.

As melhores piadas foram as mais clichês: ela brigando com a sobrinha adolescente mimada e arrogante, ela brigando com o policial pateta, ela interagindo com a empregada latina. Ao menos percebemos que a história traz vários pequenos núcleos, e a história vai ter Mick como elo central, mas vários bons personagens à sua volta.

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Não dá para dizer que a história é original, até porque é bem difícil encontrarmos uma em 2016. Há muitos clichês, na trama, nos personagens, nas cenas, em tudo. Mas Mick consegue tirar algumas boas risadas de seu público, e isso importa bastante em uma época em que poucas conseguem fazer isso.

Vale a pena assistir ao episódio de estreia e esperar que a série ao menos mantenha a qualidade, pois se cair somente um pouco já vai entrar para o grupo das medianas.




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