Minissérie Raízes na Globo: conheça 7 abolicionistas brasileiros
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Minissérie Raízes na Globo: conheça 7 abolicionistas brasileiros que fizeram história

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Roots - Imagem: Canal History Divulgação

Roots – Imagem: Divulgação

Emissora carioca vem exibindo a premiada série desde a última terça-feira; hoje vai ao ar a quarta parte da história

Relevante, reflexiva, poderosa. Com estes adjetivos podemos caracterizar a minissérie Raízes, que a Rede Globo vem exibindo desde a última terça-feira. E nesta sexta, dia 6 de janeiro, vai ao ar, logo depois da série Aldo – Mais Forte que o mundo, mais um episódio. Está sensacional, para variar.

Pensando na temática da série, o canal History, que a exibiu primeiro, na rede fechada, e com exclusividade, listou sete grandes abolicionistas brasileiros que fizeram história e não se contentaram com o estado deplorável que vivia a sociedade brasileira escravocrata.

Vamos a eles:

Dragão do Mar
O cearense Francisco José do Nascimento, conhecido como “Dragão do Mar”, foi um dos grandes abolicionistas do nordeste brasileiro. Recusava-se a transportar escravos em sua jangada e, em 1881, liderou a greve dos jangadeiros contra a escravidão. No Ceará a escravidão acabou sendo extinta quatro anos antes da Lei Áurea.

Castro Alves
Um dos abolicionistas mais famosos, é célebre por seus poemas engajados, entre os quais, Vozes d’ África e Navio Negreiro. Fundou em 1869 a Sociedade Libertadora 7 de Setembro na Bahia. Atuante, conseguiu alforria para 500 escravos e difundiu a luta em prol dos ideais de liberdade em um jornal chamado “Abolicionista”. Morreu aos 24 anos, em 1871 sem ver a Lei Áurea ser assinada.

André Rebouças
O engenheiro André Rebouças é uma das grandes vozes da luta abolicionista brasileira. Participou da criação de algumas agremiações antiescravistas, como a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, a Sociedade Abolicionista e a Sociedade Central de Imigração. Defendia a emancipação do escravo e sua total integração social por meio da aquisição de terras. Com a proclamação da República teve que exilar-se na Europa, onde viveu até sua morte, em 1898, aos 60 anos. Antes disso, ajudou a desenvolver as colônias portuguesas na África.

Francisco de Paula Brito
Tipógrafo, jornalista, editor, tradutor, dramaturgo, letrista, contista e um dos grandes nomes da imprensa brasileira.  Publicou “O Homem de Cor”, primeiro jornal antirracista que mais tarde passou a ser chamado de “O Mulato”. Morreu aos 52 anos, 1861, sem ter visto a abolição da escravatura no seu país.

Luís Gama
Poeta abolicionista nascido em 1830, era filho de mãe escrava e pai branco. Foi vendido como escravo aos 10 anos de idade e só aprendeu a ler aos 17. Conquistou sua liberdade provando ser um homem livre diante da lei. Alistou-se no Exército, foi escrivão de Polícia, jornalista e advogado atuante em prol da causa abolicionista. Libertou mais de 500 escravos. É considerado um dos expoentes do Romancismo no Brasil.

Joaquim Nabuco
Foi um diplomata, jornalista, político abolicionista e um dos criadores da Academia Brasileira de Letras. Em 1880 fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, que contava com a participação de André Rebouças. Entre suas obras voltadas ao tema estão O Abolicionismo (1883) e Escravos (1886). Nabuco também era um fervoroso defensor da total separação entre Estado e Igreja – o tão debatido estado laico.

José do Patrocínio
Filho de uma quitandeira com um padre, José do Patrocínio foi um desses abolicionistas que tinham a alma inspirada.  Era um jornalista polêmico e orador eloquente. Com o jornal Gazeta da Tarde fez ampliar a voz dos ideais abolicionistas. Terminou exilado por criticar demais o governo e problematizar a questão da população negra que, após a Lei Áurea, ainda continuava miserável.

Fonte: Museu Afro Brasil


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