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A noite em que a Concha Acústica virou Santo Amaro

Noite de Santo Amaro - Foto de Cristiana de Oliveira ou Thays Coelho

Noite de Santo Amaro – Foto de Cristiana de Oliveira ou Thays Coelho

“A noite que começou com uma lua brilhante, deu lugar a uma chuva abençoada durante a apresentação à capela de Nina Becker, cessou com a energia do forró em homenagem a Dominguinhos”

Por Cristiana de Oliveira e Thays Coelho

No final da tarde desse domingo (15 de janeiro), a praça do Campo Grande e a Concha Acústica viraram extensão de Santo Amaro da Purificação. Cultura, música e fé, juntas, num só lugar, em celebração à festa de Santo Amaro e também homenagem aos 50 anos do Tropicalismo. O clima intimista parecia festa na casa de avó, como se a cumplicidade marcada pelo amor a Santo Amaro e tudo/todos que ela representa demarcasse os tons e acordes dos convidados.  O fim de tarde desse domingo, 17, começou com o cortejo de baianas saído do Campo Grande em direção à Concha Acústica com expressões do maculelê e samba de roda, cadenciado por uma filarmônica, abençoando o evento que foi apresentado pelos mestres de cerimônia, os atores Marcos Frota e Fabricio Boliveira.

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Após o cortejo que terminou dentro da Concha Acústica com a famosa lavagem das escadarias, os mestres de cerimônia deram início ao que viria a ser uma mistura de ritmos e de expressões musicais, mostrando que o sagrado e o profano, o moderno e o tradicional podem não só coexistir, mas também compor a união agradável, principalmente quando se trata de música, de homenagens e de paixão.

O cantor santamarense Reizinho iniciou a festa que contou com a participação de outros artistas de Santo Amaro como Stevem e Michel, Banda Dissidência, As Marias, Carol Assunção, Carol Soares, Livia Milena, Guda Monteiro, Mc Jó e Weverton, bem como com artistas do cenário baiano e nacional que têm alguma afinidade com Santo Amaro e com o tropicalismo, como Vitor Santana, Paquito, Duda (Diamba), Jota Veloso, Márcia Castro, Luciano Bahia, Targino Gondim, Illy Gouveia, Samba de Roda de Nicinha, Thaty, Skannibais, Nina Becker, Zé Renato (Boca Livre) e nomes como Flávio Venturini, Mariene de Castro, Moraes Moreira, Carla Visi, Márcia Short, Armandinho  e Gerônimo.

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A noite que começou com uma lua brilhante, deu lugar a uma chuva abençoada durante a apresentação à capela de Nina Becker, cessou com a energia do forró em homenagem a Dominguinhos, cantado por Targino Gondim. Uma noite de alegria, vozes em sintonia com o público, que contava com muitos santamarenses, cantaram, dançaram, riram e se emocionaram.

Realmente, uma noite em que a Concha Acústica virou Santo Amaro, com a presença da família Veloso e uma homenagem à Dona Canô, com a leitura de um trecho de ladainha escrita por sua filha, Mabel Veloso, e lida por Marcos Frota, para Rodrigo e Maria Clara. Momento de emoção e de lembranças, de fé e alegria.

Em sua 7ª edição, a Noite de Santo Amaro 2017 foi uma homenagem à cidade mais cultural do Recôncavo baiano e fez com que a noite de domingo, 15 de janeiro de 2017, tivesse um ar especial, não só pelo cortejo, pelos quitutes vendidos no local (acarajé, sarapatel e a tradicional maniçoba de Santo Amaro) ou pela música, mas por ser uma celebração à arte, à religiosidade, a baianidade e à diversidade.

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