Crítica Manchester à Beira-Mar: áspero, mas preciso
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Crítica Manchester à Beira-Mar: áspero, mas preciso

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Manchester à Beira-Mar

Manchester à Beira-Mar

“Reencontrar com seu passado brutal na pequena Manchester, pequena cidade praiana próxima à Boston, nos Estados Unidos, trará mais consequências do que a esperada pelo simples zelador que tenta reconstruir sua vida na metrópole vizinha”

Por João Paulo Barreto  

Em certo momento da trajetória de Lee Chandler (Casey Affleck em papel definidor) durante o percalço de cuidar do funeral de um ente recém falecido, a constatação de que o enterro do irmão só poderá ser feito depois de meses o faz perceber que o prolongamento amargo daquele período de sua vida lhe é inevitável.

 “O solo está muito duro. Não é possível cavar nada agora por causa do inverno”, explica ao sobrinho Patrick, cuja fachada dura e insensível diante da morte do próprio pai desmorona em choro desesperado quando a ideia de imaginá-lo dentro de um freezer durante meses encontra paralelo em uma simples olhadela na própria geladeira.

A mesma dureza do solo onde deverá ser colocado o irmão está no coração de Lee, alguém cujo retorno à cidade onde nasceu e cresceu trará ainda mais dor do que a já oriunda da morte de Joe. Reencontrar com seu passado brutal na pequena Manchester, pequena cidade praiana próxima à Boston, nos Estados Unidos, trará mais consequências do que a esperada pelo simples zelador que tenta reconstruir sua vida na metrópole vizinha.


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