Crítica: Intrínseca lança “Aconteceu Naquele Verão”, coletânea de amor organizada por Stephanie Perkins | Cabine Cultural
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Intrínseca lança “Aconteceu Naquele Verão”, coletânea de amor

Aconteceu Naquele Verão

Aconteceu Naquele Verão

Livro traz histórias apaixonantes, e que fogem dos clichês; Lev Grossman, Nina LaCour, Veronica Roth, Jon Skovron, Jennifer E. Smith, Leigh Bardugo, Francesca Lia Block, Libba Bray, dentre outros assinam as narrativas

Amor + verão + leitura. Esta combinação poderosa é a síntese do novo lançamento da Editora Intrínseca no Brasil: “Aconteceu Naquele Verão”, coletânea de amor organizada por Stephanie Perkins é de uma fascinante beleza, seja pelas tramas, recheadas de histórias de amor das mais diversas linhagens, seja pela escrita, que traz desde o mais tradicional até algo mais alternativo e subversivo.

São doze contos, bem ecléticos e que certamente irá te fisgar, porque são tão plurais que parece até impossível não se identificar com um deles, ao menos. O primeiro de todos, “Cabeça, escamas, língua, cauda”, de Leigh Bardugo, já sai totalmente do clichê, e conta a história (ambientada numa cidadezinha) de um monstro que vive numa lagoa e  que só uma menina vê. Pensar numa narrativa dessas dentro do formato amor e verão soa estranho, mas podemos garantir que o desenvolvimento da trama é muito interessante.

Logo depois a coletânea traz o conto “O Fim do amor”, de Nina Lacour. A história aqui já é mais tradicional e o envolvimento, muito mais intenso, pois há muitos elementos em comum com nossas vidas e histórias. “O Último suspiro do Cinemorte”, conto de Libba Bray, é um dos mais subversivos do livro. Aqui a atmosfera é dark, bem sombria, e amor se junta com terror, numa narrativa que se centra em dois termos chaves: cinema e zumbis. Um dos melhores do lançamento da Intrínseca.

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“Aconteceu Naquele Verão” (veja o site do livro) segue com o seu cardápio diverso e apresenta logo depois o conto “Prazer Doentio”, de Francesca Lia Block, trabalha questões mais internas, no âmbito da mudança pessoal e de personalidade que passamos ao vivenciar uma experiência marcante.

Stephanie Perkins

Stephanie Perkins

Para equilibrar o tom, a próxima narrativa, chamada “Em Noventa Minutos, vá em direção a North” é carregada de bom humor, e também traz uma vibe de paixão mesmo, daquelas que nos fazem brilhar os olhos. Esta história, inclusive, é uma continuação, de certa forma, da relação entre North e Marigold, iniciada na coletânea “O Presente de meu Grande Amor”, também organizada por Perkins e que foi publicada em 2014 (aqui no Brasil pela Editora Intrínseca também).

O conto seguinte, “Lembranças” de Tim Federle, já se encaixa naquela narrativa mais tradicional, e é feito sob medida para os apaixonados de plantão, pois toca de forma certeira no coração deste público.

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Daí vamos para um dos mais criativos e maravilhosos contos do livro: “Inércia”, de Veronica Roth. Sim, ela mesmo, a autora da série de sucesso Divergente. Na narrativa, temos dois grandes amigos há muito afastados que se reencontram no hospital para uma última visita que pode mudar as suas vidas. Um pouco diferente da trama que a fez ficar famosa no mundo, mas dá para identificar aquela vibe presente nos livros da série.

“Amor é o último Recurso”, de Jon Skovron, entra no grupo dos mais tradicionais contos de amor, com a palavra tendo significação até mesmo no título. Como é possível perceber, apesar dos contos fluírem bem ao serem lidos em sequência, não há uma conexão tão evidente que faça com que um conto leve a outro.

CAPA Aconteceu Naquele Verão

CAPA Aconteceu Naquele Verão

O seguinte “Boa Sorte e Adeus”, de Brandy Colbert, traz uma história com certa densidade dramática e que promete fazer o leitor pensar na vida de um modo diferente. Ai você pensa: lá vem algum conto para mudar a perspectiva novamente do livro, não é? A resposta é: sim, é isso mesmo.

O conto “Nova Atração”, de Cassandra Clare, outra BestSeller voltada para o público jovem, traz uma história onde uma garota que cresceu num parque de diversões precisa lidar com um tio enigmático, demônios e poções do amor. Podemos dizer que a autora do mega hit “Os Instrumentos Mortais” acertou em cheio na escolha do conto.

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Os dois último contos também seguem esta dinâmica, e o penúltimo, “Mil Maneiras de tudo isso dar errado”, de Jennifer E. Smith, traz uma narrativa que mostra o poder do amor, o poder que ele possui de transformar uma pessoa. Um conto instigante e muito bonito.

E para finalizar o mais enigmático e gostoso dos contos “O Mapa das pequenas coisas perfeitas”. Neste conto, o dia 4 de agosto nunca passa para dois jovens presos num loop temporal. Traz uma vibe de ficção científica, que flerta bastante com séries atuais, que todo jovem assiste e gosta.

“Aconteceu Naquele Verão”  é presente perfeito para aquele leitor que gosta de ler uma história completa em pouco tempo. São doze contos, todos ótimos, que podem ser lido aos poucos. Uma coletânea que tem como característica principal o fato de ser bastante diversa, com autores amados pelo público jovem, e que trazem este universo para a maioria dos contos.

SERVIÇO
“Aconteceu Naquele Verão”, organizado por  Stephanie Perkins
Tradução: Ana Rodrigues, Flora Pinheiro e Larissa Helena.
384 páginas
Impresso: R$ 39,90
E-book: R$ 24,90
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