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Crítica Pesadelo na Cozinha episódio 2: o restaurante Najjah

Pesadelo na Cozinha 2

Pesadelo na Cozinha 2

Segundo episódio do programa da Band mantém o mesmo nível da estreia e mostra os elementos básicos para o sucesso de Pesadelo na Cozinha

Semana passada foi ao ar o segundo episódio do programa da Band Pesadelo na Cozinha, comandado por Erick Jacquin. Se o programa de estreia foi marcado por tensão em família, já que o restaurante da Amada era administrado por ela e o marido, neste aqui a questão envolve não somente a família, mas também colegas e amigos, provando que dar um emprego a alguém somente por esta pessoa ser de bem, ou ser seu colega, não é o mais adequado na maioria das vezes.

O restaurante Najjah foi um desafio ainda maior que o primeiro caso, e em determinados momentos até parecia ser mentira, tamanha a desorganização e falta de profissionalismo por parte de absolutamente todos os membros da equipe, do dono ao garçom. Ninguém se respeitava, e administrar uma empresa sem este elemento básico é impossível.

Jacquin mais uma vez teve que suar, e fazer todos os personagens do episódio aprender na marra. E cá entre nós, o resultado final não foi totalmente satisfatório, e não acredito que as melhoras devam ser sentidas por muito tempo, já que o DNA da desorganização e falta de profissionalismo ainda se mantinha no restaurante, mesmo após o programa terminar.

Um detalhe que dá para perceber do Pesadelo na Cozinha é que ao menos nestes dois primeiros episódios o divisor de águas da mudança foi quando a equipe do programa realiza a reforma física do local. Ou seja, no fim das contas a moral da história é que sem investimento financeiro nenhuma empresa desorganizada vai para frente.

Não há dúvidas, que nem no restaurante da Amada, nem no restaurante Najjah, eles iriam conseguir dar a volta por cima sem o toque da equipe do programa. Nos dois casos os problemas continuavam, mesmo depois de dias de consultoria por parte de Jacquin, que ao invés de ser respeitado, ainda era motivo de chacota por parte de alguns funcionários que não o conheciam.

O caso do restaurante Najjah é ainda mais preocupante, pois todos, ou quase todos, debochavam de Jacquin, e não mostraram, nem ao final, respeito nenhum pelo programa, pelo apresentador, e pelo próprio restaurante. Gerir uma empresa e fazer parte dela requer respeito, princípios, profissionalismo e dedicação, e nenhum destes elementos foram vistos no último episódio.

O Chef, que não é chef, sírio de nascimento, só consegue se apropriar do estereótipo de que Chefs de cozinha possuem – que é de serem arrogantes. Porém quando é para provar que é capaz, pecou, errou e se mostrou incapaz de ser ao menos um bom profissional.

Jacquin fez o que pôde, e era visível a sua irritação, pois não deve ter coisa pior para um cozinheiro que ama cozinhar ver quilos de comida indo para o lixo por incapacidade das pessoas responsáveis.

No fim deu a entender que o trabalho foi feito, e de certa forma Jacquin cumpriu a promessa de ao menos por um dia ver o restaurante Najjah ter respeito pelos clientes. Se irá continuar daqui para frente só o tempo irá dizer.

Pesadelo na Cozinha enquanto programa segue num bom nível, sendo tenso, engraçado, dramático até, e com finais aparentemente felizes. Vamos ver como será no programa desta quinta.

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