Crítica A Qualquer Custo: uma obra-prima merecedora do Oscar | Cabine Cultural
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Crítica A Qualquer Custo: uma obra-prima merecedora do Oscar

A Qualquer Custo

A Qualquer Custo

Dirigido por David Mackenzie. Roteirizado por Taylor Sheridan. Elenco: Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges, Gil Birmingham, Dale Dickey, Katy Mixon, Kevin Rankin, Taylor Sheridan, Margaret Bowman, Marin Ireland, John-Paul Howard

Por Gabriella Tomasi

A Qualquer Custo é daqueles filmes com uma história extremamente simples em sua superfície, mas que nos seus detalhes e entrelinhas o faz ser merecedor de cada indicação ao Óscar de 2017. Trazendo um ar moderno aos westerns de antigamente, o longa conta história de dois irmãos Toby (Pine) e Tanner Howard (Foster), os quais passam a roubar pequenas filiais de bancos de grande porte nacional em cidadezinhas do interior do Estado de Texas nos Estados Unidos. Enquanto isso, acompanhamos a jornada de dois policiais veteranos Marcus Hamilton (Bridges) e Alberto Parker (Birmingham), os quais iniciam paralelamente uma investigação para deter os criminosos.

Mas como mencionado, essa é muito mais do que uma história de perseguição. Em um lindo plano de 360º, Mackenzie nos faz sentir desde o início o contexto social e econômico do país: o protesto contra o Iraque registrado na parede, o ambiente empoeirado, vazio, e a fotografia em tons pastéis em marrom e verde, sendo que as únicas cores em tela que dão certo alívio acabam residindo nos tons de azul melancólico do céu ou do carro dos personagens. Essa ausência de vida nas cidades tão bem representada pelos planos abertos e panorâmicas empregados exterioriza exatamente o sentimento não somente em relação aos bandidos, mas também em relação à situação de toda uma população, cuja crise financeira se vê a mercê do crescimento exponencial do lucro de bancos, com seus outdoors de propaganda expostos… Leia a crítica completa

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