Crítica Pesadelo na Cozinha: os erros
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Crítica Pesadelo na Cozinha: os erros e os acertos até aqui

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Erick Jacquin conversa com a equipe do restaurante Nahamalho

Erick Jacquin conversa com a equipe do restaurante Nahamalho

Programa é uma das melhores estreias deste início de ano, porém ainda não emplacou na audiência, além de ter alguns problemas

Nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, foi ao ar o quarto episódio da temporada de estreia do programa da Band Pesadelo na Cozinha, versão brasileira do famoso Kitchen Nightmares, e com ele já dá para termos uma ideia mais ampla de como o programa tem sido em termos de qualidade, roteiro, histórias e audiência.

Bem, no quesito audiência, ainda está capengando, sobretudo se compararmos com o Masterchef, seu grande carro chefe. Porém devemos destacar que o Masterchef é um programa de competição, e como tal, atrai obviamente mais audiência e torcida. Ainda assim, os cinco pontos de média vêm deixando os executivos da Band preocupados.

Se a audiência ainda não decolou, o mesmo não vale dizer para o roteiro do programa, que desde o episódio inicial vem entregando histórias bem divertidas, dramáticas, cheias de tensão, e todas com final feliz, até aqui ao menos. Essa parte é bem interessante: Jacquin chega ao restaurante, conhece um pouco da história, é servido, começa a perceber os problemas, começa a pensar nas soluções, e na última parte vem à transformação, o desfecho da história. Até então este esquema tem sido legal, e é um tiro certo da produção censurar o mínimo possível, pois já vimos até aqui alguns dos participantes falando mal de Jacquin, alguns chegando a ofender.

Esta tensão, entretanto, é o que garante o ritmo do programa. Ver o Jacquin se transformar durante um único programa é bem simbólico, e mostra o quanto é difícil ajudar casos como o que o programa Pesadelo na Cozinha se propõe.

E ai vem o primeiro incômodo do programa. De fato, os conselhos de Jacquin, toda a sistemática que ele busca implantar nos restaurantes, só são absorvidos depois que os participantes são contemplados com uma mudança física no espaço. Ou seja, no fim das contas o que fica como lição é: sem investimento em dinheiro, nenhuma empresa vai crescer. Este investimento tem que ser desde o cardápio, que deve ser novo, até o ambiente externo, a logomarca, as roupas da equipe, e, sobretudo uma reforma na cozinha, o coração de qualquer restaurante.

Jacquin, por mais que se esforce, ainda não conseguiu impor as suas ideias totalmente em um restaurante. Até porque é bem perceptível que o grande problema dos restaurantes que participaram até aqui residia (ou reside) em questões pessoais, familiares e de disciplina. O cardápio, elemento fundamental para um restaurante ser ou não ser um sucesso, só passa a ser abordado já com bastante tempo de programa.

Jacquin, assim, não é somente um Chef, mas também um administrador, um psicólogo, até um conselheiro matrimonial.

Assim, o programa perde um pouco por não focar tanto nas receitas e no menu. Seria muito interessante vermos Jacquin e os participantes criando novos cardápios, e reformulando em conjunto a estrutura do restaurante. Mas isso é feito nos últimos minutos, sem vermos o processo de produção.

Ainda assim, mesmo com este problema aparente, o Pesadelo na Cozinha consegue ser o melhor programa da Band atualmente. O mais divertido, leve, relevante, tenso. Puro entretenimento, com doses de aulas de administração de empresas. Ver os episódios do Pesadelo na Cozinha dá uma ideia exata do que deve ser feito e do que não deve ser feito em uma empresa, seja ela pequena, média ou grande. Jacquin toca sempre nas feridas e este é o grande mérito.

Vamos acompanhar.


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