Crítica Moonlight: Um dos mais lindos filmes da vida
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Crítica Moonlight – Sob A Luz Do Luar: Um dos mais lindos filmes da vida

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Crítica Moonlight - Sob A Luz Do Luar

Moonlight – Sob A Luz Do Luar

Dirigido e roteirizado por Barry Jenkins. Elenco: Trevante Rhodes, André Holland, Janelle Monáe, Ashton Sanders, Jharrel Jerome, Naomie Harris, Mahershala Ali

Por Gabriella Tomasi

Moonlight é basicamente um retrato intimista fascinante sobre como nossas experiências pessoais, as influências das pessoas em nossa volta e como o ambiente no qual estamos inseridos podem moldar nosso futuro e nossa personalidade. Dividido em três capítulos mergulhamos em três fases distintas do personagem principal, Chiron: a infância, quando era chamado de Little, a adolescência, quando impõe ser chamado pelo seu nome, e a fase adulta, quando é apelidado de Black.

Os planos iniciais desse longa servem para que possamos nos acostumar com o jeito do personagem: retraído, calado e desconfiado de qualquer um em sua volta.  Em uma perspectiva completamente realista, ele não é aqui tratado como mártir ou vítima da sociedade, mas seu comportamento se revela como uma maneira que Chiron encontrou de se proteger da vida, eis que desde pequeno, mesmo sem compreender exatamente os conceitos ou o que eles significaram e se eles são normais ou não, o protagonista possui uma noção de que já é diferente dos outros. Portanto, ao longo dos anos, vemos Chrion absorver as experiências enquanto busca por sua própria identidade, de uma maneira tão simples e tão aberta, sem julgamentos e sem maniqueísmos.

Nesse sentido, vemos como a convivência durante a infância com o traficante Juan (Ali) impactou sua vida como uma referência em sua vida adulta – o que leva a inclusive imitá-lo – na medida em que presenciamos o tamanho do carinho e cuidado com que ele trata Chiron, especialmente ao reconhecer abertamente ser responsável pelos vícios de… continua a leitura


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