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Crítica Um Limite Entre Nós: o filme que deu o Oscar para Viola Davis

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Fences

Fences: Um Limite Entre Nós

Dirigido por Denzel Washington. Roteirizado por August Wilson, mesmo autor da obra teatral homônima. Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney

Por Gabriella Tomasi

Adaptado da peça de teatro homônima pelo seu próprio autor August Wilson, essa é uma história que realmente merecia ser mostrada no cinema. Ela conta a vida do lixeiro Troy Maxson (Washington) e sua esposa Rose (Davis) na década de 50. Desde os primeiros minutos do filme percebemos as frustrações de Troy: um homem negro cansado de ver brancos dirigindo caminhões, ao mesmo tempo em que lamenta jamais poder conseguido uma oportunidade em jogar baseball devido à cor da sua pele.  Por esse motivo, entra em conflito com seu filho mais novo Cory (Adepo), quem acaba de aceitar uma bolsa na universidade para praticar profissionalmente o esporte. “Seu pai quer que você seja tudo o que ele não foi, e tudo o que ele é” diz Rose em um momento para Cory. Diante dessas frustrações, ele proíbe seu filho a seguir seus passos quando mais novo, assim como reprova a profissão de “músico” de seu filho mais velho Lyons (Hornsby). Troy ainda cuida do irmão Gabriel (Williamson), o qual possui problemas psiquiátricos após sua participação na Segunda Guerra Mundial.

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Como muitos já devem saber, a história contada no cinema normalmente origina ou de um roteiro original, ou de uma versão adaptada. Essa adaptação às vezes vem, por exemplo, ou de uma obra literária, ou de um vídeo game ou então de uma história em quadrinhos. Ocorre que, o cinema possui uma linguagem própria e específica, tendo em vista que advém de um conceito de contar uma história “através de imagens”. É por essa mesma característica, que a difere dos outros tipos de produção artística, que muitas adaptações falham em seus filmes. Por mais que eles tenham uma história emocionante ou importante para contar (o que também é apreciado), o problema é “saber a forma de contar” eficazmente por meio dos instrumentos e recursos visuais disponíveis à equipe técnica que executa o filme. Infelizmente, esse é exatamente o problema que compromete a qualidade de “Um Limite Entre Nós”… continua a leitura



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