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Crítica A Garota Desconhecida: o retorno dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne

A Garota Desconhecida

A Garota Desconhecida

Dirigido e roteirizado por Jean-Pierre e Luc Dardenne. Elenco: Adèle Haenel, Jérémie Renier, Christelle Cornil, Olivier Bonnaud, Yves Larec

Por Gabriella Tomasi

A história gira em torno da médica Jenny (Haenel), a qual trabalha como substituta para o Dr Habran (Larec), já quase aposentado, em uma pequena clínica de um bairro em Liège, na Bélgica. Ela é bastante atenciosa com seus pacientes e tem uma rotina de visitas domésticas constantes. Ela ainda conta com um estagiário Julien (Bonnaud), que o aconselha diversas vezes nos primeiros minutos do filme de como um médico não pode se envolver muito com um paciente, pois pode prejudicar o diagnóstico. Certo dia, ela impede Julien de atender a porta após o expediente de um paciente. Entretanto, no dia seguinte, ela descobre que a pessoa que tocou a campainha foi encontrada morta. Jenny, então, se sentindo culpada por ter tomado uma atitude que poderia ter salvado uma vida, se propõe a descobrir sozinha, ao menos, a identidade da mulher.

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Com ambiente que evoca o naturalismo, ao economizar em figurino quando, por exemplo, mantém Jenny em roupas simples, mas com cores em tons vermelhos (devido à paixão pela profissão) e o azul melancólico que traduz em seu estado emocional, também economiza em maquiagem justamente pela ausência dela nos personagens, desejando transparecer a natureza nua e crua do ser humano e são eficazes. A câmera que segue os movimentos da protagonista cria igualmente um senso de intimidade no mundo no qual adentramos e também na missão em descobrir mais informações sobre a mulher desconhecida.

Este é uma proposta que, a princípio, foi colocada pelos irmãos Dardenne de maneira interessante. É a ideia de que o médico trata de uma sociedade doente e individualista, ao contrário de sua figura profissional altruísta. Notem como Jenny praticamente mora em seu consultório, sendo interrompida inúmeras vezes por seus próprios pacientes em seu cotidiano ou dormindo, ou em compromissos importantes… continua a leitura




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