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Crítica: vale a pena assistir Insubstituível, estreia da semana nos cinemas?

Insubstituível, estreia da semana nos cinemas

Insubstituível, estreia da semana nos cinemas

Dirigido por Thomas Lilti. Roteirizado por Baya Kasmi, Thomas Lilti. Elenco: François Cluzet, Marianne Denicourt

Por Gabriella Tomasi

Como o próprio título original indica (Médecin de Campagne), a história deste longa gira em torno da vida do médico do interior francês Jean-Pierre Werner (Cluzet). Descobrimos já nos primeiros planos que, no hospital, outro médico lhe revela o estágio de seu tumor no cérebro e o adverte para que ele parasse de trabalhar, a fim de não agravar a sua doença. Werner assente com sua cabeça, mas na sequencia, em um ritmo mais acelerado e cortes rápidos, acompanhamos a jornada de carro até a sua cidade de residência. Em meio caminho o médico faz paradas pequenas em diversas casas para consultas a domicílio, arranja tempo para cuidar da mãe, e, ao final, chega a seu consultório, no qual se encontra completamente cheio de pessoas para serem atendidas. Ele diz a seus pacientes: “sim, eu sei, estou atrasado”.

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Curiosamente, se o suspense belga A Garota Desconhecida (leia a crítica aqui) tratava sobre como o trabalho da medicina pode consumir a vida do profissional-herói ao sempre estar à disposição de humanos carentes e doentes, algo parecido volta a acontecer em Insubstituível. Werner, interpretado brilhantemente pelo ganhador do César de Melhor Ator em 2007 e indicado novamente em 2017 por este papel, transpira autoridade, servidão e paixão pelo o que faz, além de ter plena consciência do que o seu trabalho significa para a vida das pessoas. No entanto, estamos diante aqui de uma obra com um olhar muito mais humano e ao mesmo tempo social.  Estamos diante de uma França já com sua população envelhecida, principalmente na região interiorana e mais campesina onde a trama se passa. E com a velhice, vêm os problemas de saúde… continua a leitura


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