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Crítica: vale a pena assistir Fragmentado, suspense que estreia esta semana nos cinemas?

Fragmentado

Fragmentado

“Em seu roteiro, Shyamalan cria uma atmosfera incomoda de tensão justamente pela ideia de que o foco dessa vez possui raízes no universo real”

Por João Paulo Barreto

Com uma carreira repleta de altos e baixos (mais baixos do que altos, é bem verdade), M. Night Shyamalan acerta a mão em Fragmentado, trabalho no qual ele volta a mirar nas questões psicológicas do ser humano e suas consequências para o mundo à sua volta tal qual havia feito no subestimado A Visita, seu longa anterior.

Aqui, diferente da psicopatia cruel e displicente do casal de idosos do filme de 2015, James McCavoy traz para seus vinte e quatro personagens (mas somente seis evidenciados e desenvolvidos pelo filme) uma mescla exata da citada crueldade, de frieza, doçura, inocência, pragmatismo, aspereza e brutalidade, características inerentes a cada uma das pessoas que habitam sua mente. Com uma atuação precisa, o jovem ator escocês parece flutuar de uma performance para a outra, trazendo para o público uma marca reconhecível para cada personalidade que habita o corpo do protagonista, seja ela a postura inflexível, um olhar ou um modo infantil de se expressar. Em uma construção na qual as nuances são imprescindíveis, McAvoy coloca cada uma delas em serviço da sua excelência.

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Na história, o atormentado homem sequestra três jovens e as mantêm como reféns em um ambiente subterrâneo. O pretexto é o de que elas servirão como alimento para uma criatura que ainda surgirá, algo que logo percebemos se tratar de uma nova personalidade do sequestrador. Em seu roteiro, Shyamalan cria uma atmosfera incomoda de tensão justamente pela ideia de que o foco dessa vez possui raízes no universo real, sem qualquer tipo de escape relacionado com algo sobrenatural ou imaterial. O perigo aqui… Continua a leitura

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