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Crítica: Supercine deste sábado exibe o sensacional Django Livre, de Tarantino

Django Livre

Django Livre

Filmaço começa neste sábado, dia 8 de abril, logo após o programa Altas Horas da Rede Globo

Olha o filmaço que a Rede Globo está planejando para a noite deste sábado, dia 8 de abril, na sessão Supercine: Django Livre!

No filme, Django é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz. Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos. Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda, sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos. A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie, o dono de “Candyland”, uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen, o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.

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Crítica
Tarantino, que volta e meia é premiado por seus originais e criativos roteiros, mostra com Django que continua em ótima forma neste quesito. Todo o percurso que se inicia no encontro do então escravo Django com o Dr. Schultz é eficientemente desenvolvido, recheado de brincadeiras acidamente críticas e que circundaram a história americana, sobretudo o que de pior essa história proporcionou para a sociedade daquele país. A sequência envolvendo a Ku Klux Klan exemplifica muito bem esta linha de raciocínio.

A interessante – digamos assim – jornada do herói que o personagem título vivencia é bem construída, e vê-lo absorver aos poucos os ensinamentos de seu ‘guia’ é bastante prazeiroso. Django entra na narrativa todo maltrapilho e com limitado entendimento das palavras. Com o passar do tempo ele transforma-se, não somente pelas vestimentas – estilosas – mas principalmente pelo modo de ver o mundo. Sem pensar duas vezes antes de puxar o gatinho, o herói passa a colecionar cadáveres e sua busca pela esposa, ponto central da história – chega ao clímax no encontro com o personagem Calvin Candie, vivido pelo astro hollywoodiano Leonardo Di Caprio. Toda esta sequência, enorme, cheia de diálogos grandiosos, de frases de efeito moral e com a atmosfera de tensão contínua oferece o que de melhor o cinema de Tarantino possui.

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