Crítica Martírio: para ser exibido em todas as aulas de história de todas as escolas | Cabine Cultural
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Crítica Martírio: para ser exibido em todas as aulas de história de todas as escolas

Martírio

Martírio

Direção e roteiro por Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita. Elenco/Entrevistados: Celso Aoki, Myriam Medina Aoki, Oriel Benites, Tonico Benites e comunidades Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul

Por Gabriella Tomasi

Este documentário realizado por Vincent Carelli e codirigido por Ernesto de Carvalho e Tita, é o resultado de um trabalho de mais de vinte anos que acompanha de perto as frustrações da comunidade Guarani Kaiowá, índios que habitam o centro-oeste do Brasil. Compilando imagens históricas de há mais de cem anos, Carelli, de forma bastante didática, expõe a situação deste povo, o sofrimento, as frustrações e os que mantêm alegres mesmo em tempos difíceis.

Como sabemos dos relatos e das aulas de história nas escolas, não é novidade para nós que o índio habitava nossas terras antes de portugueses e espanhóis chegarem. A partir de Martírio, contudo, vemos que esse objetivo de conquista e dominação em favor da expansão do poder imperialista não mudou o meio de se atingir um fim que agora apenas muda de nome: a expansão econômica e o aumento de lucros pelos produtores rurais. Dessa maneira, os índios que dão início à uma trajetória de constante mortes, chacinas e expulsões de suas terras durante sua história, conseguem datar especificadamente a primeira lembrança onde tudo aconteceu: a Guerra do Paraguai de 1864 a 1870, a qual redefiniu o desenho das fronteiras de Argentina, Paraguai e Brasil até vir a ser determinado para o que conhecemos hoje. Aglomerados principalmente no centro-oeste brasileiro, mais especificadamente no Mato Grosso do Sul, após uma redução bastante considerável de sua população ao longo das décadas, a briga entre fazendeiros e índios realmente alavancou quando Getulio Vargas… Continua a leitura

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