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Crítica Vermelho Russo: uma reflexão sobre a arte da atuação, do teatro e da vida

 Vermelho Russo

Vermelho Russo

“Em cena, atores interpretando atuações, e também encarnando suas próprias máscaras”

Por NoSet

Não é exagerado alguém que acabou de assistir Vermelho Russo sair do cinema com a impressão de ter visto uma mistura de Persona com Encontros e Desencontros. Refletindo sobre as máscaras do ator e do ser humano, sobre a convergência entre artista e indivíduo, num ponto em que os rios representados por essas figuras se encontram, confluem e se tornam indiscerníveis, no contexto de imersão em uma nova cultura e em uma nova língua, Vermelho Russo é uma obra repleta de significados.

O filme executa muito bem o exercício metalinguístico a que se propõe, a ponto de o espectador se sentir em uma verdadeira inception. Temos, na tela, a história de duas atrizes, as melhores amigas Manu e Marta, que saem do país para fazer um curso para atores de um mês na Rússia, e acabam se desencontrando ao se entrelaçarem em uma rede de vaidades, máscaras e ambições. Tudo isso interpretado pelas atrizes que viveram, de fato, esses acontecimentos, Marta Nowill – que também assina o roteiro –, e Maria Manoella, acompanhadas por outros atores que interpretam, também, a si mesmos participando da vida das moças no período retratado. Em cena, atores interpretando atuações, e também encarnando suas próprias máscaras…Continua a leitura




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