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Análise da nova série da Netflix: Girlboss e a Geração Y

Girlboss

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Girlboss é um retrato pouco sério de uma geração por meio de uma comédia leve e descontraída que trata de maneira supérflua elementos relevantes

Por Gabriella Tomasi

Girlboss é uma série original da Netflix inspirada em um livro homônimo que conta a história da jovem de 23 anos que mora em São Francisco, Sophia Amoruso, e sua ascensão no mundo da moda com a loja de marca de roupas vintage virtual Nasty Gal, criada por ela sozinha e do zero, inicialmente na plataforma eBay. Essa é uma história interessante e com vários elementos bastante importantes para explorar: aqui temos a geração Y, ou do milênio, daqueles que nasceram na década de 80; o empreendedorismo virtual no ano de 2006, uma época em que o e-commerce e a internet está ainda começando a se consolidar, mas muito rudimentar em comparação ao que temos atualmente e; ainda, o empoderamento feminino anunciado apenas em seu título. Apesar da série ter vários aspectos favoráveis, essa comédia não entrega nenhuma de suas premissas com eficiência.

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A começar pelo primeiro ponto, Sophia, interpretada por Britt Robertson, de fato é a representação de uma geração que cresceu no começo ou durante a revolução tecnológica no mundo, onde a internet conquistava um espaço importante. É uma geração superexposta ao crescente consumo e informação, que desenvolveu valores diferentes e únicos, que busca mais independência, fazer o que gosta, ter uma identidade própria e não se submeter às tradições rigorosas da geração antecedente. Essa maior facilidade de alcançarem o que querem que, em contrapartida, seus pais nunca experimentaram, é o que faz os jovens dessa época almejarem sonhos maiores, sucesso e dinheiro rápido. Essa descrição parece familiar, não é mesmo? Pois não é à toa que todas essas características foram praticamente incorporadas à nossa protagonista e nós vemos a…Continua a leitura




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