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Crítica: vale a pena assistir “Castelo de Areia”, o novo filme da Netflix?

Castelo de Areia

Castelo de Areia

Dirigido por Fernando Coimbra. Roteirizado por Chris Roessner. Elenco com: Nicholas Hoult, Logan Marshall-Green, Henry Cavill, Glen Powell, Beau Knapp, Neil Brown Jr., Tommy Flanagan

A guerra gera boas histórias para se contar no cinema e das quais a indústria norte-americana gosta de se vangloriar. Desde cinebiografias de nomes com grandes atos heróicos como Sniper Americano (2015), O Resgate do Soldado Ryan (1998) e até o premiado Até o Último Homem (2016), até fragmentos de eventos particulares para explorar os horrores que ela perpetua como os clássicos Nascido para Matar (1987), e Guerra ao Terror (2008). Na Netflix, por sua vez, já presenciamos uma produção similar original com The Siege of Jadotville (2016) e agora no ano subseqüente temos Castelo de Areia em seu catálogo, longa este que marca a estréia do diretor brasileiro Fernando Coimbra em uma obra internacional.

Coimbra, apesar de possuir uma filmografia reduzida, não é um nome qualquer para o ramo. Seu premiado O Lobo Atrás da Porta (2013) repercutiu de tal forma que o trabalho foi inclusive indicado ao prêmio do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Director’s Guild of America). Em Castelo de Areia, o cineasta continua a provar que possui uma boa dominação da câmera: lindos planos longos e de sequencia que mapeiam os lugares, assim como a forma que executa os embates bélicos e uma perspectiva que acompanha as experiências de seu protagonista. Da mesma maneira, o longa tem muitos outros pontos positivos também, como a fotografia em tons pastéis que realçam o clima árido e o calor do país, e a edição de som que, junto com a direção, reconstituem perfeitamente a sensação de desorientação e surdez advinda da explosão de bombas.

A história conta a experiência do norte-americano Matt Ocre (Hoult), um soldado que nos primeiros minutos de projeção, por meio de sua narração em off, declara…Continua a leitura

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