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Crítica American Gods: Deuses Americanos e a História que se Repete

American Gods

American Gods

“Podemos extrair vários elementos que contribuíram para a representação de uma história que se repete no mundo: um lugar corrupto, violento e visceral”

Por Gabriella Tomasi

“Deuses Americanos (ou American Gods) é uma série distribuída pela Amazon em streaming, que originou de uma adaptação literária homônima escrita por Neil Gaiman. No início do episódio piloto, acompanhamos a jornada de Vikings que chegam à América após muito tempo de viagem. Cansados, sujos e com fome, acreditando terem encontrado salvação em uma nova terra, eles são logo detidos por índios que simplesmente massacram aqueles que tentam chegar perto para explorar a ilha, o que leva à morte de alguns companheiros. Com muitos sacrifícios e muito sangue jorrado eles logram fugir do local. Em seguida, muito tempo se passa e nos encontramos no presente. Conhecemos Shadow Moon, interpretado por Ricky Whittle, que é liberado antes do cumprimento de sua pena na prisão em razão da morte de sua mulher. No caminho do funeral ele encontra o Sr. Wednesday (Ian McShane), um homem que lhe oferece emprego e como sabemos, o protagonista se vê em meio à uma guerra entre deuses.

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Apenas pela análise do seu piloto podemos extrair vários elementos técnicos que contribuíram para a representação de uma história que se repete no mundo em geral: um lugar corrupto, violento e visceral. O tom vermelho que se destaque do sangue e da violência é ressaltado já nos primeiros minutos de projeção quando os Vikings lutam uns com outros em um embate que não economiza na cor, deixando os demais tons da tela completamente ofuscados e mais leves para chamar a atenção. O mesmo se repete na violência perpetrada por Bilquis e nos minutos finais com uma intensa referência ao clássico Laranja Mecânica.

Por óbvio essa realidade se mistura com o universo fantástico que Shadow se depara ao sair da prisão, encontrando figuras místicas, fabulescas e chocantes durante sua jornada de superação e luto pela sua mulher, mas esse retrato…Continua a leitura




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