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Crítica: Netflix estreia “Her” , uma obra-prima do cinema contemporâneo

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Filme estreou no catálogo da Netflix no primeiro dia de maio e é um verdadeiro presente para todo amante da sétima arte

A Netflix deu um verdadeiro presente aos fãs de cinema neste início do mês de maio. A maior empresa de streaming do mundo simplesmente estreou no seu catálogo a obra-prima do cinema contemporâneo “Her”, o filmaço que arrebatou os corações de milhares de pessoas em 2014.

Aproveitem!

Crítica
O roteiro original de Spike Jonze apresenta logo de início Theodore, um escritor deprimido, interpretado pelo multifacetado Joaquin Phoenix, que ainda se encontra em depressão pelo término de uma relação com a pessoa que achava ser a mulher de sua vida (Rooney Mara, com visual bem diferente). Sozinho, ele busca companhia em um novo sistema operacional lançado, que fornece uma experiência quase que humana para o usuário e o computador. Este sistema operacional ao ser ligado surge com a rouca, sexy e inesquecível voz de Scarlett Johansson, que logo se autodenomina Samantha.

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A partir daí, os dois acabam desenvolvendo uma relação única de parceria, depois de amizade e por fim de amor. Com direito a tudo que qualquer namoro real possui, exceto claro, a relação corpórea. Samantha, com sua inteligência sempre em expansão, proporciona a Theodore uma vida a dois que beira a perfeição: ela o escuta, o incentiva, organiza sua rotina e acima de tudo, tem um grandioso amor pela vida, ou melhor, por tudo que a vida pode oferecer.

E é desta forma, com esta reflexão sobre relacionamentos e sobre solidão que Spike Jonze consegue produzir a primeira obra-prima do cinema em 2014 (o filme estreou no Brasil agora em fevereiro). Seus principais trunfos são, em ordem, seu engenhoso roteiro e a capacidade de recrutar um elenco tão interessante para a trama.

O grande destaque fica para a dupla central: Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson. Ele por conseguir construir um personagem tão denso de emoções, que através de expressões faciais, de olhares, consegue passar um sentimento de solidão ou de felicidade tão genuíno e íntegro. Já Scarlett consegue a proeza de ser apaixonante e inesquecível sem mostrar sequer uma parte de seu corpo. Somente sua voz e suas inflexões são necessárias para que desperte interesse, no Theodore e no espectador.

Já o roteiro de Jonze, seu primeiro, consegue ser tão genial que o de alguns filmes que ele somente dirigiu, como Quero Ser John Malkovich. Toda a construção narrativa, do fim de um relacionamento, nas peculiaridades da nova relação criada com um sistema operacional, nos questionamentos que se busca fazer sobre um assunto cada vez mais recorrente na sociedade (a solidão, a relação homem x máquina), tudo isto elevam o trabalho de Jonze e o coloca de vez no hall de grandes cineastas do mundo.


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