Crítica: Temperatura Máxima deste domingo exibe a inédita e sensacional animação Valente
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Crítica: Temperatura Máxima deste domingo exibe a inédita e sensacional animação Valente

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Valente

Valente

Animação é uma das mais bonitas e interessantes dos últimos anos, principalmente por subverter a protagonista, que desta vez é uma princesa que não depende de príncipe

A Temperatura Máxima deste domingo, 14 de maio, Dia das Mães, é das mais simbólicas possíveis. Valente, uma das mais lindas animações já feitas, trata de uma princesa que, diferente de quase todas as outras já feitas pelo cinema, não quer e nem depende de qualquer príncipe ou homem. Ela mesmo luta pelo que quer e não espera alguém lhe salvar.

Somente isso já faz de Valente uma ótima opção para este domingo. Mas a animação, inédita na rede aberta, é ainda mais linda e sensacional. O filme começa logo depois de Tamanho Família.

Imperdível.

O filme
A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas, quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava… Agora, caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.

Desde o início do filme, quando os personagens são apresentados, é visível que o comportamento rebelde de Merida, então com poucos anos de idade, servirá de fio condutor para o que virá. Ela, com aqueles cabelos ruivos e desengonçados, desde criança foge do que tradicionalmente se espera de uma garota. E esse é um dos pontos positivos que a história traz: realmente a produção conseguiu apresentar uma história fabular tendo como protagonista uma personagem que se distancia e muito do que já é habitual nas animações.

Outro ponto positivo do projeto reside na trilha sonora, que capta muito bem a atmosfera do filme. A história é passada na Escócia, então a trilha, com contornos épicos, faz lembrar bastante o que seria a vida séculos passado na Europa, especificamente na Escócia. A relação que ela estabelece desde o início com o pai também é destacável, principalmente pelo carinho que ele nutre pela filha. Por ele, ela poderia ser de qualquer jeito, não fazia diferença alguma Merida ser uma princesa, uma esportista ou uma garota comum.

Se a trilha sonora é um dos pontos agradáveis da história, o mesmo não pode se dizer das inserções musicais do filme. Percebia que as músicas que se apresentavam na história era uma espécie de cota que a Disney possuía dentro projeto Valente, pois os números são bem típicos das animações que ela produziu ao longo dos tempos. O estilo de apresentar as canções soava bobo e clichê demais, não adicionando em nada para o desenvolvimento do filme.

Valente no fim das contas oferece mais qualidades do que defeitos. Ao decidir contar a história de uma jovem garota que deseja mais que nunca ser independente e viver sem preocupar-se com pressões estabelecidas pela sociedade, a Pixar/Disney subiu degraus na escala de relevância. Espera-se assim que a partir de agora se busque ao menos tentar questionar outros estereótipos já comuns em histórias mais familiares. Nem precisa ser algo muito chocante – como um vilão que se dá bem no fim da história – mas que no mínimo traga mais elementos novos às narrativas, já bem parecidas umas com as outras.


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