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Crítica: Selma – Uma Luta pela Igualdade entra nesta quinta no catálogo da Netflix

Selma

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Filme é um dos mais relevantes dos últimos no que tange as discussões raciais no cinema contemporâneo; essencial

Início de mês e o que todos esperam acontece: a Netflix apresenta os destaques do mês. Dentre eles, um chama bastante atenção, e já entra nesta quinta, dia 1º de junho, no catálogo. O filme? Selma – Uma Luta pela Igualdade.

Filmaço. Relevante, que dialoga com um temas mais espinhosos da raça humana: o racismo.

Crítica

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Com produção de Brad Pitt e Oprah Winfrey, direção da cineasta Ava DuVernay, Selma – Uma Luta pela Igualdade (Reino Unido/EUA) é um filme político que fala de direitos humanos e do preconceito racial. Com diálogos e oratória eloquente, utilizando fórmulas antigas, eis um filme inovador pelo próprio tema, que  nos inspira e leva a acreditar que é possível reduzir injustiças.

1965, a passagem das marchas das manifestações pacifistas entre a cidade de Selma, interior do estado do Alabama até Montgomery, sua capital. Tendo como líder o pastor Martin Luther King (David Oyelowo), pelo direito eleitoral de votos da comunidade negra. Um militante que usava a razão acima da emoção, cujos discursos tinham a força de regionar pessoas, um orador nato que lutava pela igualdade racial.

Um filme brilhante e envolvente, mostra a luta racial, o ódio e o preconceito revoltante nos EUA, que na realidade ainda existe até hoje em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Filme corajoso por colocar o dedo nesta ferida que ainda gangrena.

Direção e roteiro excelente, fotografia ímpar, um tema visceral e franco colocado de maneira inteligente que prende o espectador. Enfoca a perseverança e ações pacifistas de Martin Luther King de forma humana, até à exaustão, os conflitos políticos entre o Presidente Lyndon Johnson (Tom Wilkinson), governadores e militância negra, e como esse processo resvalou sobre a sua vida familiar e conjugal (Carmen Ejogo no papel da esposa Coretta Scott King).


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