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Crítica: poderoso, Mulher-Maravilha é a melhor estreia do ano nos cinemas

Mulher Maravilha

Mulher Maravilha

Filme da super-heroína conta uma história de bravura, coragem, amor e valores que se perderam na sociedade ocidental; juntou drama, humor e amor

Ao sair de uma sessão de Mulher-Maravilha (confira aqui a programação na rede UCI) a primeira coisa que o espectador sente é uma mistura de alívio, prazer e deleite, por ter assistido a um filme revigorante, recheado de humor, ação, suspense e tudo que um filme de heróis carrega, mas também por ter presenciado um projeto tão importante como este para a indústria do cinema (protagonista e diretora mulheres à frente de um arrasa quarteirão deste) ser tão bem sucedido, no seu conteúdo e em sua bilheteria.

Mulher-Maravilha conseguiu isso. Sua importância para a história do cinema talvez só seja reconhecida ou percebida daqui a anos, décadas, mas fica claro que o sentimento de todos ao ver o filme é dos melhores. E o filme de fato merece.

A trama
Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

A primeira razão do sucesso do filme (não a mais importante) é a escolha da heroína. Gal Gadot, uma estrela em ascensão, não era o nome mais conhecido dentre as candidatas ao papel, certamente. Talvez por isso o trabalho tenha dado tão certo. Gal incorporou a Mulher-Maravilha de um jeito que agora talvez sinta dificuldades em não associar este papel em seus futuros trabalhos. Mas por mais que isto possa ser problemático pra ela no futuro, o resultado valeu a pena, pois Gal deu vida a uma mulher linda, poderosa, corajosa e com princípios morais que a diferenciam dos demais, no filme, e na sociedade atual.

Mulher Maravilha filme

Mulher Maravilha filme

A Mulher-Maravilha é uma ponta de esperança num mundo onde o politicamente correto foi para escanteio e comportamentos como o seu é tido como ingênuo ou bobo demais. Mas ela consegue fazer de sua personalidade altruísta algo saudável, e nada clichê. Não a condenamos por ela pensar na bondade humana daquele jeito. Pelo contrário, queremos no fundo ter um pouco desta empatia que ela (a personagem) possui. E Gal é dona de tudo isto. Graças a ela que sentimos isso, e que gostamos tanto da Diana. Sabemos que no cinema, o objetivo principal do diretor é fazer com que o espectador se importe com as personagens, com a história. Bem, Patty Jenkins (a diretora), conseguiu isto de forma sublime.

Patty inclusive é a segunda razão do sucesso do filme no mundo inteiro. Uma diretora, com um olhar tão mais sensível e apurado que conseguiu entregar um filme de ação, com efeitos visuais sensacionais, e ao mesmo tempo uma história de amor, de esperança e apresentando ao mundo uma protagonista com tamanha sensibilidade. A união de tudo isso resultou num filme lindo, poderoso e acima de tudo, um entretenimento da mais alta qualidade, pois, não devemos nos enganar, Mulher-Maravilha foi produzido para ser entretenimento rentável da DC. Foi com louvor.

Merece todos os aplausos.

E Gal Gadot, você é linda! Num sentido mais amplo da palavra, claro.

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