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Crítica: Tela Quente desta segunda exibe o tenso “Sniper Americano”, com Bradley Cooper

Sniper Americano

Sniper Americano

Filme foi um dos grandes filmes dos últimos anos no quesito guerra e arrebatou a crítica especializada; nesta segunda, dia 26 de junho

A sessão Tela Quente desta segunda (dia 26 de junho) está dedicada ao Oscar, premiação máxima do cinema americano. Isso porque o filme escolhido foi um dos protagonistas de uma das últimas edições do prêmio. Sniper Americano, filme inserido numa linhagem (que tem ainda Guerra ao terror e A Hora mais Escura) bem peculiar para as mais recentes gerações: a que dialoga com a história contemporânea, vivida por nós, provavelmente através da televisão.

O filme começa logo após a série Os Dias Eram Assim.

Crítica

Acredito que todos com mais de 25 anos lembram-se do dia 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos sofreram seu maior ataque terrorista da história. Ou então da contra-ofensiva americana, liderada pelo Presidente George Bush filho, e que resultou em mais uma guerra no Iraque. E para finalizar, a captura de Osama Bin Laden, grande nome por trás de tudo isso, que ocorreu já na gestão de Barak Obama.

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Sniper Americano nasce daí, nasce da obrigação americana de responder aos ataques de 11 de setembro. A vida de Chris Kyle, o atirador mais letal da história da Marinha americana, passa a ter sentido a partir deste momento. Na trama, dirigida pelo icônico Clint Eastwood, esta passagem é simbólica, e destacada, pois marca a mudança de vida de Chris, que até então era um típico Cowboy americano, daqueles bem tradicionais mesmo.

Bradley Cooper é bem competente como Kyle, tal como foi em sua última visita ao Oscar, com o filme Trapaça. Mas o fato é que sua única interpretação até aqui digna de aplausos foi a que lhe deu respeito no mercado hollywoodiano: O Lado Bom da Vida. Sim, em Sniper Americano ele consegue construir todos os trejeitos de um típico sulista americano (Kyle nasceu no Texas), conservador e com a mente não muito aberta. Essa constatação, entretanto, não é suficiente para colocá-lo como favorito ao Oscar, talvez não seja nem para colocá-lo como indicado.

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Sniper Americano é mais uma história provinda do pós 11 de setembro. A história que muitos de nós, com mais de 25 anos de idade, acompanhou pela televisão. É bem interessante percebermos que muitos dos acontecimentos vividos por esta geração já se transformaram em filmes e foram jogados para a posteridade. O contexto que o filme se insere é extremamente relevante, a história merece atenção. Porém ela é muito mais importante para um norte-americano; para o resto do mundo, o que fica é um bom filme de guerra e nada mais.




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