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Crítica: Malévola, com Angelina Jolie, estreia no catálogo da Netflix

Malévola

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Filme foi um grandioso sucesso de bilheteria; estreou na Netflix no dia 1º de julho e é uma ótima opção para os assinantes da empresa

Um dos grandes sucessos de bilheteria de 2014, o filme Malévola enfim chegou a maior plataforma de streaming do mundo. Sim, desde o dia 1º de julho que o filme estrelado por Angelina Jolie entrou no catálogo da Netflix.

Vamos entender melhor tudo isso com a crítica do filme.

Crítica
Vamos entender melhor tudo isso: o filme é baseado no conto da Bela Adormecida e narra a história de Malévola, a linda Angelina Jolie, uma mulher que, movida pelo sentimento de vingança, coloca um feitiço em Aurora (a também linda Elle Fanning), a filha do rei; esse, um ex-amigo de infância de Malévola. No feitiço fica dito que Aurora, ao completar seus dezesseis anos, entrará em sono profundo e somente acordará se receber um beijo movido pelo amor verdadeiro. É esta basicamente a premissa de tudo o que vemos no filme.

Acontece que esse dito sentimento de vingança que leva Malévola a colocar o feitiço em Aurora é bastante compreensível e decorrente da traição sofrida por ela pelo seu então melhor amigo, que viria a ser o Rei. Ainda assim, esse sentimento é anulado com o passar do tempo e com a convivência das duas, a ‘vilã’ e a ‘mocinha’. Elas passam a desenvolver uma relação muito mais amorosa que a desenvolvida entre Aurora e seu pai, ou entre Aurora e suas três tias fadas. E ainda, em todos os momentos da história – do início até o seu final, Malévola somente reage, nunca age por livre e espontânea vontade de fazer o mal.

E por fim, o amor verdadeiro que se tornou um elemento bem icônico na história da Bela Adormecida, nesta versão da história é dado por ninguém mais, ninguém menos que… a própria Malévola. Mais heroína que isso impossível.

Dito isso, alguns pontos extras que não poderia deixar de mencionar:

Primeiro, o termo Bela Adormecida fica aqui um tanto descaracterizado, haja vista que Aurora não ficou nem uns minutinhos sequer em sono profundo. Muitos cochilos dados depois do almoço são mais longos que seu sono infinito.

O trabalho visual do filme chama bastante atenção e é resultado direto da escolha do diretor, que trabalhou como designer de produção em filmes como Alice no País das Maravilhas e Avatar. Percebe-se claramente tais influências, sobretudo de Avatar. Mas ele peca por não conseguir construir uma identidade para o projeto, que é aparentemente dark, com uma vibe bem gótica, mas que se contrapõe com a história, bem boba e sem densidade dramática alguma.

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