Crítica: Homem-Aranha: De volta ao Lar é comédia, ação e drama na medida certa
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Crítica: Homem-Aranha: De volta ao Lar é comédia, ação e drama na medida certa

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Tom Holland como Homem Aranha

Tom Holland como Homem Aranha

“Mas, enfim, estamos falando dos trabalhos da Marvel Studios. O espetáculo visual é algo obrigatório”

Por João Paulo Barreto

Quinze anos, seis filmes (sendo três deles verdadeiros desastres), e parece que o aracnídeo da Marvel encontrou o seu equilíbrio entre comédia, ação e drama de acordo com a sua fonte oriunda dos quadrinhos. O tal retorno à casa pregado no título, com alusão à parceira entre Sony (detentora dos direitos cinematográficos) e Marvel Studios, que pôde, finalmente, trabalhar uma das suas mais carismáticas figuras, condiz bem com a ideia de volta. Volta não somente à casa das ideias (aqui, provando ser a casa das boas ideias), mas ao tom correto no explorar do personagem.

Ao enquadrar de modo convincente a presença de Peter Parker em uma postura essencialmente adolescente (algo que falharam em fazer nos cinco longas anteriores por  conta da má escolha dos atores), o filme de Jon Watts já acerta de cara o alvo com seu público mais cobiçado. E neste sentido, consegue desenvolver o núcleo narrativo do protagonista em seu ambiente escolar, cativando a empatia do público com os dramas vistos em tela, explorando ao máximo o conceito de nerd que se destaca em ambiente hostil (mas sem, necessariamente, apelar para os óbvios conflitos de bullying) e utilizando esse mesmo conceito para, mais uma vez, acertar na identificação do público alvo do filme.

Em seu roteiro escrito a muitas mãos (sete pessoas, o que nunca é um bom sinal), De Volta para Casa erra pouco.


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